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A CGTP não vai abdicar das suas reivindicações apesar da revisão em baixa das previsões de crescimento económico para Portugal, garantiu hoje o secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos.

“Se formos a falar de abdicação temos de colocar essa questão às confederações patronais e aos grupos económicos e financeiros. Não podemos deixar de recordar que nos últimos quatro anos, anos em que os trabalhadores, reformados, desempregados e jovens mais sofreram, os grandes grupos nunca deixaram de ter elevadíssimos lucros”, disse Arménio Carlos.

Falando aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, o dirigente sindical considerou que “se há alguém que tem de dar um salto em frente para abdicar do que conseguiu nos últimos anos, não são os trabalhadores”, mas os grandes grupos económicos.

Para Arménio Carlos, a revisão em baixa das previsões económicas levanta um outro desafio que passa por “confirmar que, seguindo o rumo que o outro governo seguiu”, Portugal não tem futuro, devendo o caminho ser alterado.

“Apelamos ao Governo para que, mais do que fazer diálogo, passe a dar eficácia a esse diálogo. Chegou o momento em quem queremos ver resultados. É preciso parar com a austeridade e mudar de política”, sublinhou o líder da central sindical, acrescentando que a reposição salarial, a reposição dos quatro feriados e o aumento das prestações sociais são medidas valorizadas pela CGTP.

No início desta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou as previsões de crescimento económico de Portugal e continua a ser mais pessimista do que o Governo, antecipando que o PIB aumente 1,4% em 2016 e que o ritmo de crescimento desacelere até 2021.

Também esta semana, na quarta-feira, a Universidade Católica reviu em baixa as previsões de crescimento económico para 2016, esperando que Portugal cresça 1,3% este ano, abaixo dos 1,5% registados no ano passado.

Estas previsões levaram o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, a reagir e a apontar causas relacionadas com a conjuntura internacional e com a transição de governos em Portugal para justificar as projeções que indiciam um abrandamento do crescimento económico desde o segundo semestre de 2015.

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