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O número de moçambicanos no campo de refugiados de Kapise, no Malaui, ronda os 9.960, disse à Lusa a representante da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no país, Monique Ekoko.

O número de moçambicanos no campo de refugiados de Kapise, no Malaui, ronda os 9.960, disse hoje à Lusa a representante da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no país, Monique Ekoko.

“Os números de 06 de abril apontam para cerca de 9.960 moçambicanos no campo”, disse a representante, salientando que este deve ser o número atual, uma vez que terão chegado muito poucos moçambicanos ao campo desde então.

“Há algumas semansa tivemos 10 famílias moçambicanas que se foram embora do campo, mas ao que sabemos não voltaram para as zonas de conflito e desde então não saiu mais ninguém”, disse a responsável, explicando à Lusa que, de uma forma geral, “o número de pessoas reduziu-se face ao que acontecia antes; agora temos poucas pessoas a chegar, mas o que está a acontecer é que estão a vir de outros sítios”.

As declarações à Lusa por telefone a partir de Kapise acontecem no mesmo dia em que a ACNUR deu início a uma operação de recolocação dos refugiados moçambicanos, tendo transferido 81 moçambicanos do distrito de Nsajne para Luwani, no sul do país, numa distância de 320 quilómetros.

“A maioria dos moçambicanos que procuram asilo têm até agora vivido em condições de sobrelotação numa área a 100 quilómetros a sul da capital Lilongwe, a maior na aldeia de Kapise, perto da fronteira com Moçambique, zona onde as fortes chuvadas têm tornado as estradas intransitáveis”, lê-se no site da ACNUR que dá conta do início da recolocação dos refugiados.

A mudança vai decorrer nas próximas seis a oito semanas, dependendo da vontade de destino dos refugiados e das condições no terreno, disse o porta-voz da ACNUR, William Spindler, durante a conferência de imprensa de hoje, em Genebra.

As declarações da responsável da ACNUR neste país vizinho de Moçambique, hoje à Lusa, surgem depois de um conjunto de notícias que dão conta de um agravamento da tensão entre o partido no poder e a oposição moçambicana, nomeadamente no interior.

As últimas semanas têm sido marcadas por acusações mútuas de ataques armados, raptos e assassínios por razões políticas e também por emboscadas a viaturas civis atribuídas à Renamo na província de Sofala.

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