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O presidente cubano, Raul Castro, recusou qualquer “terapia de choque” ou “fórmulas de privatização” para modernizar a economia cubana, ao discursar na abertura do Congresso do Partido Comunista Cubano (PCC).

O presidente cubano, Raul Castro, recusou hoje qualquer “terapia de choque” ou “fórmulas de privatização” para modernizar a economia cubana, ao discursar na abertura do Congresso do Partido Comunista Cubano (PCC).

“Cuba nunca permitirá as chamadas terapias de choque, frequentemente aplicadas em detrimento das classes mais pobres da sociedade”, disse Raul Castro na abertura do 7.º Congresso do PCC, o primeiro após o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos.

“As fórmulas liberais que defendem a privatização acelerada do património do Estado e dos serviços sociais, como a educação, a saúde e a segurança social, nunca serão aplicadas sob o socialismo cubano”, acrescentou.

No poder desde 2008, Raul Castro lançou uma “atualização” do modelo económico cubano, com uma abertura limitada à iniciativa privada e ao investimento estrangeiro.

Aos delegados do PCC, o presidente cubano justificou a lentidão das reformas com a preocupação do governo em não prejudicar nenhum cubano.

“Esse princípio, de não deixar ninguém desarmado, condiciona em grande parte o ritmo da atualização do modelo económico cubano, que sofre de modo inegável os efeitos da crise económica internacional e […] do embargo dos Estados Unidos”, disse.

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