Adeus Prince. O legado e a história de um icónico artista

Adeus Prince. O legado e a história de um icónico artista

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A morte de Prince Rogers Nelson apanhou tudo e todos de surpresa. Um dos mais profícuos e inovadores autores e instrumentistas da música pop norte-americana perdeu a vida aos 57 anos.

Músicas como ‘Purple Rain’ (1984) ou ‘Kiss’ (1986) marcaram a cultura musical. Depois de ter chegado ao topo da fama no final dos anos 70, conseguiu cimentar uma carreira ao longo das décadas seguintes com diversos estilos de música, como funk, R&B, soul, jazz, rock e hip hop.

Chegou a vender mais de 100 milhões de discos e 60 milhões de singles e foi mesmo considerado o 33.º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

Depois de ter editado em 2015 dois álbuns, ‘HITnRUN Phase One’ e ‘HITnRUN Phase Two’, o músico anunciou, em março, que tinha assinado contrato para publicar uma autobiografia, agendada para 2017. Intitulada ‘The Beautiful Ones’.

Ao longo da carreira, Prince chegou a chamar-se ‘O Artista’, testou e pôs em causa o mercado discográfico, criticou a existência da internet pela forma como se apropriou da difusão e divulgação da música.

Foi a tocar que se despediu do mundo. Prince foi encontrado no estúdio de sua casa esta quinta-feira de manhã, em Paisley Park, Minnesota. As causas da sua morte ainda são desconhecidas.

O artista chegou a presentear Portugal com quatro concertos: o primeiro em 1993 no Estádio de Alvalade, o segundo em 1998 no Pavilhão Atlântico, em 2010 no festival Super Bock Super Rock, e em 2013 no Coliseu de Lisboa.

Foi em 2009 que Prince confessou ser fã da fadista portuguesa Ana Moura. Então, numa participação especial, a fadista juntou-se ao músico no palco principal do Meco (2010). A mais recente visita foi no verão de 2013, com um concerto surpresa no Coliseu de Lisboa.

Na sua prateleira ficaram para sempre sete prémios Grammy e um Óscar, além de uma estrela no ‘Rock and Roll Hall of Fame’.

Numa entrevista nos Estados Unidos, Prince foi questionado sobre o que gostaria de fazer caso não tivesse sido a carreira musical, ao que respondeu: “Quando era mais novo passei por dificuldades financeiras. Abri as páginas amarelas à procura de algo que me visse a fazer, mas desisti. Não me imaginava a fazer mais nada. A música era o meu destino. Por isso, lutei mais para conseguir”.

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