COMPARTILHE

“Penso que a Madeira fez um caminho de credibilidade em relação a conseguir finalizar um programa de ajustamento muito difícil e isso leva a que, hoje, nas instâncias [europeias] se olhe efetivamente para a região com credibilidade de um governo que conseguiu finalizar um programa que todos sabemos que foi de grande dificuldade”, disse o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação em conferência de imprensa na Madeira.

Carlos Moedas falava após uma reunião com o presidente do executivo madeirense, Miguel Albuquerque, tendo acrescentado que “o presidente do Governo Regional é visto como um homem que realmente conseguiu finalizar este programa de ajustamento”.

O comissário realçou que o processo de “transparência” das contas públicas que o novo executivo insular tem implementado permite “olhar para o futuro com grande esperança em relação à Madeira, uma região que conseguiu e vai conseguir criar as condições para mais investimento”.

O responsável destacou a importância do investimento nas áreas da inovação e ciência para “fechar este triângulo, entre conseguir ter contas públicas equilibradas, ter reformas que incentivem o investimento e, depois, como aproveitar as oportunidades de investimento na Europa em relação ao Plano Juncker e ao Horizonte 2020”.

“A capacidade da Madeira é um exemplo de convergência com a Europa”, considerou, destacando que esta região tem “grandes ativos”, entre os quais as infraestruturas na área científica, os equipamentos ao nível da inovação e uma classe de jovens investigadores “que é realmente única”.

Sobre o encontro com o presidente do Governo Regional, o comissário informou que falaram sobre “projetos muito interessantes na área do mar, da tecnologia, do digital que a Madeira”, apontando que a Madeira tem a possibilidade de “ser um exemplo, se conseguir pôr em prática o primeiro projeto para o Plano Juncker”.

Explicou que este programa disponibiliza 315 mil milhões de euros destinados a projetos que “desenvolvam a Europa e consigam colmatar o grande problema de investimento nos últimos anos”.

“Se conseguirmos juntar um projeto que tenha estas características, de juntar o mundo físico e o digital, a Madeira estará na linha da frente na área da inovação e ciência do conhecimento”, sublinhou.

Carlos Moedas adiantou ainda que foram abordados aspetos relacionados com a forma como “a Madeira pode aproveitar, assim como fez na área da coesão, fundos como são o Horizonte 2020, o maior programa de ciência do Mundo – 80 mil milhões, em que a região terá uma grande oportunidade”.

O comissário europeu está a efetuar uma visita à Madeira até sexta-feira, a convite do presidente do executivo regional, constando da agenda encontros bilaterais com o Governo Regional, autarcas, investigadores e empresários, uma visita a vários centros de investigação da Universidade e o Madeira Interactive Technologies Institute, e conhecerá ainda empresas madeirenses de maior dimensão.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA