CPLP com missão de observação das presidenciais na Guiné Equatorial

CPLP com missão de observação das presidenciais na Guiné Equatorial

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai ter a partir de sexta-feira uma missão de observação das eleições presidenciais na Guiné Equatorial, disse hoje à Lusa o secretário executivo da organização.
A missão, composta por cinco elementos, será chefiada pelo embaixador de Timor-Leste junto da CPLP, Antonito de Araújo. A equipa segue na sexta-feira para a Guiné Equatorial, onde deverá permanecer até meados da próxima semana, adiantou à Lusa Murade Murargy.

As eleições presidenciais na Guiné Equatorial – que aderiu à CPLP em 2014 – decorrem no próximo domingo e contam com sete candidatos, entre os quais o Presidente cessante, Teodoro Obiang Nguema, no poder desde 1979.

Os candidatos que defrontarão Obiang são Bonaventura Monsuy Asumu, do Partido da Coligação Social Democrata (PCSD), Carmelo Mba Bakale, da Ação Popular da Guiné Equatorial (APGE), Avelino Mocache Mehenga, da União do Centro Direita (UCD), e três candidatos independentes, cujos partidos ainda não foram legalizados, Agustin Masoko Abegue, Benedicto Obiang Mangue e Tomas Mba Monabang.
Recentemente, o Governo português, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, pediu às autoridades da Guiné Equatorial “passos claros e evidentes do ponto de vista da democratização política e, nesse plano, a forma como irá decorrer a campanha, a eleição e o apuramento de resultados na eleição presidencial é determinante”.
A Frente da Oposição Democrática (FOD), coligação que reúne os principais partidos da oposição na Guiné Equatorial, apelou a 23 de março ao boicote das presidenciais, considerando estarem reunidas todas as condições para “fraudes”.
O líder do partido da oposição na Guiné Equatorial Cidadãos pela Inovação, cuja candidatura foi rejeitada, disse à Lusa que a decisão foi “política e não jurídica”.
As eleições presidenciais estavam previstas para novembro, tendo sido antecipadas para 24 de abril por decreto presidencial e sem explicação oficial, o que foi contestado por opositores.
Decano em termos de longevidade no poder dos chefes de Estado africanos, Obiang Nguema, 73 anos, venceu as presidenciais de 2009 com 95,3% dos votos.
O seu regime é regularmente criticado por organizações de defesa dos direitos humanos pela repressão dos opositores, da sociedade civil e dos meios de comunicação social, assim como pela extensão da corrupção.

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