Défice? Nem tudo “corresponde à realidade”

Défice? Nem tudo “corresponde à realidade”

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O primeiro-ministro falou aos jornalistas e garantiu que nem toda a informação sobre o défice e o programa de Estabilidade está correta.

António Costa esteve reunido com a bancada do Partido Socialista, na Assembleia da República, e à saída falou aos jornalistas, antecipando o Conselho de Ministros da próxima quinta-feira, onde deverão ser aprovados os programas Nacionais de Reformas e de Estabilidade.

Tendo em conta as notícias sobre o Programa de Estabilidade, o primeiro-ministro foi perentório: “Muito do que tem sido anunciado não corresponde à realidade. Aquilo que corresponde ao Programa de Estabilidade é o cumprimento conjugado dos diferentes compromissos que assumimos”.

Para além da certeza de que os compromissos serão cumpridos, António Costa frisou que “não vai haver nenhum aumento do IVA” e que não haverá “alterações ao IRS para além daquilo que está previsto”. Questionado sobre a descida do IVA na restauração, o primeiro-ministro explicou que não há qualquer alteração e que esta entrará em vigor no dia 1 de julho.

Na senda da reunião com a bancada parlamentar do PS, o chefe do Executivo frisou que há a necessidade de “procurar concentrar a ação governativa naquilo que são as reformas que o país precisa para vencer os bloqueios estruturais”, com o intuito de conseguir um “maior crescimento, melhor emprego e maior igualdade”, nomeando o tema da “qualificação” como fundamental.

“O Programa de Estabilidade vai permitir reforçar a confiança e a tranquilidade, e corresponde aos compromissos eleitorais com que nos apresentamos, os compromissos com os diferentes partidos que viabilizam a ação governativa e também os compromissos internacionais, que estão em linha com aquilo que é o quadro de previsões macroeconómicas que estiveram na base do Orçamento do Estado”, afirmou.

“Temos elaborado cenários sempre muito prudentes e conservadores. O nível da redução do défice e o seu ritmo está ajustado com o ritmo de crescimento da economia”, concluiu, garantindo que muito do que tem sido falado não corresponde à verdade.

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