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Estes dados foram avançados por Pedro Marques, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças, Mário Centeno, após o executivo ter aprovado em Conselho de Ministros os programas de Estabilidade e Nacional de Reformas.

Interrogado sobre a capacidade de Portugal investir 6,7 mil milhões de euros nos próximos anos, Pedro Marques alegou que o investimento anual pouco ultrapassará os mil milhões de euros por ano e que essas verbas serão provenientes de todos os ministérios, representando “escolhas de políticas públicas”.

Ao longo da conferência de imprensa, Pedro Marques, quando apresentou o Programa Nacional de Reformas, procurou traçar uma linha de demarcação face ao executivo anterior, advogando que agora se pretende “alinhar o país por cima” em matéria de competitividade, através de uma aposta na qualificação de recursos humanos, das empresas, do Estado e território.

Na perspetiva do ministro do Planeamento, o Programa Nacional de Reformas, que contém 140 “medidas concretas, todas calendarizadas e orçamentadas”.

“Até 2020, envolvem um conjunto global de recursos na ordem dos 25 mil milhões de euros, sendo cerca de metade do programa ‘Portugal 2020’ e depois cerca de 6,7 mil milhões do Orçamento do Estado e o restante de outras fontes de financiamento, como o ‘Plano Juncker’ ou a partir do Banco Europeu de Investimentos. As medidas incidem em áreas como a educação, a inovação, a contratação de docentes, a abertura de vagas na rede pré-escolar, a atração de investimentos ancora, a aposta na mobilidade elétrica e na reabilitação urbana, e a concessão de melhores condições ao nível da inserção das empresas no mercado exportador”, afirmou o membro do Governo.

Este documento, de acordo com Pedro Marques, constitui mesmo “um programa de ação para a modernização da economia portuguesa”.

“Queremos alinhar o país por cima e não por baixo. É manifesto que não foi por via da degradação das condições laborais, sociais e da degradação salarial que Portugal conseguiu reganhar competitividade”, declarou, numa crítica ao anterior executivo.

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