Propostas do PSD “são aquelas que combateram”

Propostas do PSD “são aquelas que combateram”

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O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, criticou hoje as “boas propostas” do PSD sugeridas para o Plano Nacional de Reformas, considerando que o partido não as aplicou e até as combateu na anterior legislatura.

Na sua intervenção, que concluiu o debate de urgência requerido pelo Governo sobre “Coesão e Igualdade Social”, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou aos deputados das bancadas dos partidos da oposição que vão ter uma “surpresa adicional”, no que diz respeito ao Programa Nacional de Reformas (PNR).

Segundo Vieira da Silva, a “surpresa” tem a ver com o facto de ser este plano que vai orientar o Programa de Estabilidade, apontando que será “orientado para o crescimento e para a redução das desigualdades”.

Ao mesmo tempo, segundo o ministro, será um programa que irá cumprir “todos os compromissos” assumidos pelo Governo quando tomou posse, tanto compromissos nacionais como europeus, fazendo um “caminho entendido e acompanhado por uma larga maioria de portugueses”.

“É isso que vos está a custar principalmente. Olhamos para a lista de propostas que o PSD apresentou neste ponto do debate, PNR, e até tem boas propostas. Curiosamente as melhores são aquelas que os senhores nunca aplicaram e algumas delas até combateram”, ironizou Vieira da Silva.

De acordo com o ministro, há também “más propostas”: “Curiosamente aquelas que os senhores aplicaram quando estiveram no Governo”.

O ministro aproveitou para defender que não se combatem as desigualdades ou os défices de coesão ao estimular a precariedade, apontando que esta está “indissoluvelmente ligada” às propostas apresentadas pelos deputados da bancada social-democrata.

“Propor que se estimule o trabalho a tempo parcial num país em que quem recorre a esse tipo de trabalho é porque não pode ter um trabalho a tempo completo, não é uma medida socialmente adequada aos tempos que corremos”, defendeu, acrescentando que em matéria de atualização de pensões, as propostas do PSD são extemporâneas porque o Governo já aplicou essa medida.

“É por isso que eu disse que as boas propostas foram aquelas que os senhores abandonaram ou nunca defenderam e as propostas que aqui estão nada fizeram para resolver os problemas da pobreza, da injustiça e das desigualdades sociais”, criticou.

Por outro lado, o ministro defendeu que o PNR é ambicioso, com propostas concretas, e “irá unir os portugueses e as portuguesas numa batalha difícil, exigente”.

O debate de hoje começou com uma intervenção do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, onde o governante apresentou as várias medidas previstas para a área da saúde dentro do PNR, defendendo que se trata de um documento “essencial para o país”, que promove o acesso, a eficiência e a qualidade do Serviço Nacional de Saúde.

Da parte dos deputados das bancadas do PSD e do CDS, as criticas tiveram sobretudo a ver com as isenções das taxas moderadoras, pedindo que, além das grandes linhas, haja concretizações.

As críticas levaram os deputados do PS, PCP e Bloco de Esquerda a acusar os dois partidos de serem os culpados pelo aumento da pobreza e das desigualdades sociais, tendo inclusivamente o deputado bloquista Moisés Ferreira defendido que a linha de argumentação da direita se baseia na premissa de “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu fiz”.

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