Quase 20 mil passageiros de voos a partir de Portugal sem indemnização

Quase 20 mil passageiros de voos a partir de Portugal sem indemnização

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Quase vinte mil passageiros de voos com partidas dos principais aeroportos portugueses não receberam em 2015 as indemnizações previstas por lei, por parte das companhias aéreas por atrasos, cancelamentos e sobrelotações nos seus voos, denuncia a Air Help.

Segundo os dados recolhidos nos principais aeroportos nacionais, ficaram por pagar mais de seis milhões de euros em indemnizações, sendo o aeroporto de Lisboa responsável por quase metade dos passageiros (9.436) que tinha direito a receber uma indemnização, num total estimado de 3,4 milhões de euros.

“Cada um destes passageiros poderia receber indemnizações até 600 euros, consoante o tipo de ocorrência, segundo a lei na União Europeia”, que prevê que passageiros com atrasos de três ou mais horas no destino final — por atrasos, cancelamentos ou sobrelotações que não sejam causados por situações extraordinárias, como condições meteorológicas adversas e greves — têm direito a ser compensados monetariamente pelas companhias aéreas.

A empresa dinamarquesa, com atividade em Portugal desde 2014, tem como objetivo proteger os direitos dos passageiros aéreos em situações de voos com atraso, cancelamentos e ‘overbooking’ (falta de lugares para todos os passageiros).

No aeroporto do Porto, o número de passageiros que poderiam ter sido ressarcidos era de 4.693, num montante estimado de 1,5 milhões de euros, em Faro, 1.144 a que corresponderiam compensações no valor de 446 mil euros.

Funchal teria 1.647 passageiros com direito a indemnização, num total de 551 mil euros, e Ponta Delgada 1.895 passageiros, que poderiam receber 532 mil euros.

“O problema é que a maioria das pessoas não tem conhecimento destas leis e, acima de tudo, as companhias aéreas dificultam o caminho para os passageiros reclamarem pelos seus direitos e receberem a indemnização que lhes é devida, por lei”, explica a Air Help.

O co-fundador da AirHelp, Nicolas Michaelsen, diz que “algumas companhias tornam o processo de reclamação quase impossível já que os seus regulamentos próprios chegam numa linguagem complexa aos passageiros”.

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