Queima das Fitas de Coimbra utiliza 700 mil copos de plástico por...

Queima das Fitas de Coimbra utiliza 700 mil copos de plástico por edição

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O movimento “Não Lixes?”, que luta por festas académicas mais amigas do ambiente, quer canecas em vez de copos de plástico na Queima de Coimbra, onde se utilizam 700 mil em cada edição.

“Pela sexta vez, a Unicer [detentora da marca Super Bock e com exclusividade até 2018 na Queima das Fitas] não responde aos ‘e-mails’ e mostra não estar minimamente interessada em combater uma atrocidade ambiental”, disse à agência Lusa o dinamizador do movimento, Fernando Jorge Paiva, recordando que em cada noite da festa académica são gastos “90 mil copos”, totalizando mais de 700 mil ao final dos oito dias de evento.

Segundo Fernando Jorge Paiva, o movimento já entrou em contacto “várias vezes” com a Unicer para propor a substituição de copos de plástico por canecas com a medida de 20 centilitros que seriam “dadas aos estudantes quando entravam no Queimódromo [recinto da festa na Praça da Canção]”.

Até agora, a Unicer “nunca” respondeu ao dinamizador do evento, afirmou.

Fonte da Unicer disse à agência Lusa que “esta é uma situação que a empresa está a acompanhar, sendo que a logística e a operação do evento são da responsabilidade da entidade organizadora” do evento.

No âmbito da política da Unicer de responsabilidade social, a empresa sublinha que “trabalha de perto com a Sociedade Ponto Verde, garantindo que todas as embalagens utilizadas” pelo grupo cumprem as normas de “recolha, valorização e reciclagem”.

O movimento “Não Lixes?” reuniu na segunda-feira com representantes da Câmara de Coimbra, PSP, o partido PAN, responsáveis de hipermercados, pelouro de intervenção cívica da Associação Académica de Coimbra (AAC), grupo ecológico da academia e a associação de estudantes da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC).

Na reunião, foi decidido avançar com uma campanha nas redes sociais para a próxima edição da Queima das Fitas, que se realiza no início de maio, com a frase “A Queima é tua, mas não lixes a rua”.

Nesta campanha, o movimento quer sensibilizar os estudantes para não levarem vidro para o cortejo, usarem canecas e, caso furtem carrinhos de compras dos hipermercados, “que os deixem nos pontos de recolha”, que vão estar na portagem, para garantir que estes não acabem no rio.

“Não estamos contra os estudantes ou contra a Queima das Fitas. Queremos menos lixo na rua e menos lixo no rio”, frisou Fernando Jorge Paiva.

A reunião, que decorreu na segunda-feira, não contou com a presença da presidência da AAC, da Comissão Organizadora da Queima das Fitas, do Conselho de Veteranos e de associações de estudantes de outras instituições do ensino superior da cidade, apesar das diferentes entidades terem sido convidadas, notou.

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