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O Conselho de Governadores do BCE reduziu também a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez para 0,25%, um corte de cinco pontos base, e a taxa de depósitos passou de -0,30% para -0,40%, um corte de 10 pontos base.

Para o economista-chefe do Montepio Geral, Rui Bernardes Serra, “face às decisões anunciadas na última reunião e ao normal desfasamento entre as decisões de política monetária e os seus efeitos na economia”, não são esperadas novidades na próxima reunião.

“Em todo o caso, a autoridade monetária deverá continuar a deixar a porta aberta para novos estímulos, caso as condições económicas não evoluam em linha com as perspetivas do BCE”, referiu em declarações recentes à Lusa.

Também o economista do Banco Carregosa Rui Bárbara e a analista do BPI Teresa Gil Pinheiro disseram não esperar novidades, “dada a bateria de medidas que foram anunciadas em reuniões recentes”.

“Admito que Mario Draghi se limite a reforçar o tom do papel e da atuação do BCE, num exercício de retórica, na medida em que repita que o BCE está lá para ajudar, custe o que custar. Talvez aproveite, ainda, para defender a sua dama face à opinião pública e responsáveis políticos alemães que têm criticado as intervenções do BCE nos mercados”, disse Rui Bárbara.

Para o gestor da XTB Eduardo Silva, “as medidas ambiciosas de facilitismo monetário anunciadas na última reunião do Banco Central Europeu não tiveram o impacto desejado”, dado que o euro valorizou-se e o mercado acionista continua negativo.

Eduardo Silva considerou que “ainda não há dados suficientes para avaliar esta nova ronda de facilitismo”, mas sublinhou que o euro forte terá um impacto negativo na inflação e nas exportações.

“A expectativa dos analistas é a de que nos próximos dois a três meses a instituição aproveite para monitorizar o impacto das medidas anunciadas na última reunião, podendo o discurso ser um pouco mais agressivo por forma a tentar pressionar o euro”, concluiu o analista.

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