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Um estudo da Universidade Ashton revela que são os pais os principais culpados da incapacidade dos filhos distinguirem a fome orgânica da fome emocional, seja durante a infância, adolescência ou idade adulta.

Segundo a investigação, publicada no início do mês, o hábito de recompensar ou penalizar os mais novos com comida faz com que estes não saibam controlar a fome emocional ao longo da vida.

O estudo analisou crianças entre os três e os sete anos e a forma como os pais a expunham à comida. As que eram compensadas com alimentos mostraram-se mais propensas a comer alimentos calóricos, doces e menos saudáveis a qualquer momento do dia (quando existia ou não fome, mesmo que não fosse orgânica) quando tinham entre cinco a sete anos.

A sensação de conforto e de recompensa a que foram habituadas desde tenra idade está na origem de grande parte dos maus hábitos alimentares dos adolescentes e dos adultos, diz a investigação, citada pela New York Magazine.

Esta não é, porém, a primeira vez que o hábito da ação por recompensa é associado a más atitudes em vida adulta. Um estudo do ano passado indicou que as crianças que recebiam bens em troca de bom comportamento ou boas notas eram mais propensas a serem materialistas na vida adulta.

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