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Julen Lopetegui deu nesta quinta-feira a primeira entrevista a um órgão de informação português, vincando que nunca tomou a iniciativa de se demitir e que considera que tinha condições para levar o FC Porto ao título. “Não saí por decisão minha. Como podia demitir-me quando estávamos em posição de conseguir todos os objectivos pelos quais estávamos a lutar?”, questionou, em declarações à RTP, que transmitirá às 23h, no programa Grande Área, a versão alargada da conversa.

O treinador espanhol garante que nunca faltou empenho e dedicação no FC Porto e que foi forçado a interromper a meio um trabalho que gostaria de ter terminado. “Tivemos de pegar o touro pelos cornos, dar tudo no trabalho em prol do FC Porto. Demos a cara e lutámos contra tudo e contra todos, com a esperança de cumprir os objectivos determinados e estávamos a lutar por esses objectivos”, prosseguiu.

“Cinco dias antes da demissão, éramos líderes da competição”, recordou, rejeitando liminarmente a ideia de ter sido ele a bater com a porta, depois do jogo com o Rio Ave. “Claro que não. Nem vale a pena perguntar, a decisão não foi minha. Não saí por decisão minha”, insistiu.

Uma versão que não é totalmente condizente com a justificação apresentada por Pinto da Costa, pouco tempo antes da apresentação de José Peseiro: “O treinador, quando terminou o jogo com o Rio Ave, quando entrei no balneário disse-me: ‘Presidente, comigo não há problema, resolvemos o problema em dois segundos’. Foi esse o momento em que me convenci de que não havia alternativa”, vincou o presidente dos “dragões”.

Apesar da saída forçada, Julen Lopetegui assegura que guarda boas memórias do clube – “O FC Porto para mim é uma recordação magnífica” -, sustenta que sempre foi honesto e empenhado – “Trabalhámos tudo o que pudemos para melhorar o clube” – e garante que mantém uma boa impressão acerca de Pinto da Costa. “Tenho boas recordações dele, tenho carinho por ele. Agora sinto pena, porque entendo que a situação desportiva piorou imenso”.

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