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Luís Mira Amaral, presidente do BIC Português e antigo ministro em diversos governos constitucionais, considera que a banca portuguesa não precisa de um «banco mau».

Entrevistado neste fim-de-semana no programa ‘Conversa Capital’, da rádio Antena1 (em parceria com o Económico), Mira Amaral afirma que a banca nacional está com excesso de liquidez porque não há procura de «crédito bom». Por outro lado, o entrevistado lembra que criar um SPV (sigla finaceira para ‘Veículo Financeiro Especial’ que, no cado discutido em Portugal, serviria para gerir o malparado da banca) «custa dinheiro» e o país neste momento não tem capacidade financeira para avançar.

No entanto, admite que o ‘banco mau’ (bad bank) pode surgir para ajudar a CGD. O antigo governante e ainda CEO do BIC Português explica que essa pode ser uma alternativa, caso a Direção Geral de Concorrência europeia não aceite que o Estado faça um aumento de capital na Caixa Geral de Depósitos (CGD) na qualidade de acionista.

Entre outros temas abordados na entrevista, Mira Amaral considera que taxas de juro negativas no sistema financeiro constituem «mais um esmagamento das margens financeiras». Uma situação «totalmente insustentável».

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