Sangue, suor e muita alma. Cumpriu-se o sonho, cumpriu-se Portugal

Sangue, suor e muita alma. Cumpriu-se o sonho, cumpriu-se Portugal

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Seleção portuguesa escreveu a história ao sagrar-se campeã europeia de futebol, no Euro’2016, depois de contrariar todas as expetativas e vencer a formação da casa, a França. Portugal consegue um título que lhe havia escapado ingloriamente há 12 anos, em 2004. Éder, autor do golo da vitória foi o herói.

O poder da democracia está, diz-se, instalado no povo e Portugal voltou ontem a mostrar-se ao mundo. Isto porque, mesmo sei o ‘rei, Cristiano Ronaldo, foi o ‘povo’ quem fez dos lusos grandes.

A precoce saída do capitão luso, ao minuto 25, deixou os adeptos apreensivos, mas a máxima ‘onze contra onze’ fez-se valer no final. Éder marcou o tento do triunfo já no prolongamento (107’) e pintou o vermelho e verde da bandeira em tons dourados.

Mas vamos por partes. A Seleção portuguesa entrou em campo sem surpresas, com Pepe e William de regresso ao ‘onze’, e vergou uma França excessivamente confiante que se apresentou na final com uma vitória sobre a Alemanha como pano de fundo.

Portugal era visto como uma presa fácil tendo em conta as suas prestações ao longo do Euro, mas provou estar à altura do momento, com nervos de aço e muito coração. Sanches foi essencial no meio ao dar capacidade de transporte, Adrien foi importante ao fechar os espaços e os rasgos de Nani e Quaresma também acabaram por ser determinantes para o desfecho final.

Com um estilo de jogo simples, mas sempre seguro e com os jogadores a mostrarem confiança no seu trabalho, Portugal sofreu com Griezmann ter várias oportunidades de golo, tal como Sissoko ou Pogba, mas o desacerto francês era evidente.

Fernando Santos a manteve uma estratégia que já vinha deste os oitavos de final: sofrer muito, controlar espaços e não dar um mínimo de largura no terreno a Griezmann ou Pogba. Os primeiros minutos ficam marcados por uma pressão gaulesa intensa e a infeliz saída de Cristiano Ronaldo haveria de ditar uma alteração estratégica que acabou por dar maior segurança à equipa.

Renato Sanches passou para o meio, com Quaresma a entrar para desempenhar as funções de extremo e municiador de Nani, referência da frente de ataque. Portugal ganhou uma nova capacidade de sair para o ataque e esta foi a base para se chegar ao sucesso.

O nulo que se verificou ao intervalo já se esperava e no segundo tempo, acabou por ser um jogo de nervos. A pressão estava do lado dos gauleses, jogavam em casa e o seu histórico falava por si, mas a glória acabou por bafejar quem sempre teve a ideia bem definida do que tinha de fazer para vencer.

Foi um jogo de nervos, onde a França acabou por fazer pouco para vencer, tendo em conta o potencial da equipa, recheada de grandes nomes. Éder marcou o tento e passou num ápice de patinho feio a cisne perfeito.

Mas o sucesso de Portugal parecia estar escrito nas estrelas num dia verdadeiramente dourado para Portugal, depois de Sara Moreira (meia maratona) e Patrícia Mamona (triplo salto) se terem sagrado campeãs europeias de atletismo.

Se a estas medalhas de ouro juntarmos os bronzes de Jéssica Augusto e Tsako Arnautov, podemos classificar o dia de ontem como um dos mais felizes do desporto português.

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