“O país não pode ter só doutores”. Declaração de Crato “raia a...

“O país não pode ter só doutores”. Declaração de Crato “raia a afronta”

Entrevista do antigo ministro da Educação suscita reação da Geringonça sobre o nível de qualificação dos portugueses.

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O antigo ministro da Educação, Nuno Crato, deu uma entrevista ao Diário de Notícias (DN) em que proferiu a seguinte frase: “O país não pode ter só doutores”. A Geringonça, publicação afeta ao Governo, não deixou a declaração passar em branco.

“Se da boca de alguém minimamente informado sobre o nível de qualificações e escolaridade dos portugueses tal frase já seria um absurdo, da de um ex-ministro da educação raia a afronta”, lê-se na crítica.

Defendendo que um dos problemas estruturais de Portugal é precisamente o seu baixo nível de qualificações, a Geringonça afirma que o “consulado de Crato se caracterizou pela menorização desta questão”, dando como exemplo disso “o quase total abandono da qualificação de adultos e a opção pelo precoce encaminhamento para vias profissionalizantes neste período”.

Para reforçar a ideia de que o antigo ministro não tem razão quanto ao “país dos doutores”, a Geringonça recorre aos dados “cristalinos” da OCDE que mostram o nível de formação no ensino superior dos portugueses (Portugal encontra-se nos cinco últimos piores lugares, entre 27 países, abaixo da média da OCDE).

Para terminar, o artigo deixa ainda uma nota sobre o facilitismo denunciado durante anos pelo então ministro da Educação. “Crato não é virgem no elitismo acéfalo que resiste estoicamente à informação disponível: foi precisamente isso que aconteceu quando ao longo de muitos anos denunciou o facilitismo quando o único indicador internacional de avaliação de desempenho mostrava uma persistente melhoria da educação Portugal”, sustenta a Geringonça.

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