Folio – Festival Literário Internacional abre hoje portas em Óbidos

Folio – Festival Literário Internacional abre hoje portas em Óbidos

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O Folio — Festival Literário Internacional de Óbidos arranca hoje para 11 dias de folia e literatura em torno das “Revoluções, revoltas e rebeldias” que vão reunir na vila autores de 14 países.

Vinte e nove mesas de criadores, dez exposições, 15 conversas e um seminário marcam o programa da terceira e mais internacional edição do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos.

Este ano, sem financiamento do Turismo do Centro, o festival remodelou-se com uma programação essencialmente assente em parcerias com outros festivais, cidades criativas da UNESCO, editoras, institutos e universidades.

O resultado são 11 dias de “folia”, em que as 29 mesas abertas ao público, e gratuitas, juntam, além de escritores portugueses, autores de Espanha, França, Brasil, Hungria, Canadá (numa parceria com o Festival Littéraire International de Montréal – Metropolis Bleu), Colômbia e Chile.

Mesas redondas e conversas irão abordar revoluções na religião, na tecnologia, nas mentalidades e temas tão diversos como Serviços Secretos e a personalidade do papa Francisco.

Bruno Vieira do Amaral, vencedor do prémio José Saramago em 2015, conversa com o vencedor do mesmo prémio, em 2017, que será anunciado no dia 25. Eduardo Lourenço e Guilherme D’Oliveira Martins juntam-se para uma conversa que pode transformar-se numa aula de cultura portuguesa.

Das dez exposições, destaca-se “O Aceitador do Medo”, do moçambicano Gonçalo Mabunda, que mostra em Óbidos esculturas construídas com arsenal bélico desativado.

Cartazes sobre o 25 de Abril recordam “O Nascimento de Uma Democracia”, numa exposição em parceria com a Assembleia da República, que junta ao seu espólio o da Comissão Nacional de Eleições e ainda o da coleção privada de José Pacheco Pereira.

A PIM! Mostra de Ilustração leva mais uma vez à vila os vencedores do Prémio Nacional de Ilustração, no âmbito do Ilustra, capítulo do festival que conta com um programa próprio, com curadoria de Mafalda Milhões.

Na Folia, o espetáculo de abertura será uma homenagem a José Afonso, protagonizada por Júlio Pereira e Stereossauro. Vitorino e Primeira-dama, Maria João a cantar Aldir Blanc, Aldina Duarte com Carlão, como convidado especial, Rodrigo Leão e as “Ficções do Interlúdio”, de Helder Bruno (com participação de Nuno Guerreiro e Ricardo Carriço), completam o cartaz dos concertos desta terceira edição.

Gonçalo M. Tavares vai promover, durante dois dias, o primeiro curso de longa duração do Folio, em torno da literatura, artes e cultura contemporânea.

No Folio Educa, o capítulo mais académico do certame, a terceira edição do Seminário Internacional conta a participação de James Henri, Jordi Permayer e do argentino Mempo Giardinelli, ao longo de um dia dedicado às “Artes de bem escrever um Manifesto” a “Leituras clandestinas” e a “Receitas para uma Revolução”.

D. Pedro I e D. Inês são comemorados com um programa que atravessará todo o festival, com exposições, conversas, uma instalação, lançamento de livros e um curso sobre a história e a lenda do romance intemporal.

O festival, que no ano passado juntou literatura e comida, aposta este ano na junção com o vinho, através do “Óbidos Wine Fest”. Contará com provas vínicas comentadas, recitais de poesia, canto lírico, um espetáculo de Stand-up Comedy e ‘workshops’ de escrita criativa.

Sob o tema “Revoluções Revoltas e Rebeldias”, o Folio desenvolve-se em cinco capítulos – Autores, Folia, Educa, Ilustra e Folio Mais – e prolonga-se até ao próximo dia 29.

Lusa

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