Portugal candidata António Vitorino à liderança da Organização Internacional para as Migrações

Portugal candidata António Vitorino à liderança da Organização Internacional para as Migrações

Anúncio formal foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros

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O Governo português formalizou a candidatura de António Vitorino ao cargo de diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), apresentando o antigo comissário europeu como um “profundo conhecedor” desta problemática, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Em comunicado, o executivo adianta que a candidatura foi entregue esta segunda-feira em Genebra e refere que as eleições para a liderança da OIM decorrem em junho do próximo ano.

O Governo justifica a candidatura de António Vitorino com a “relevância que Portugal atribui à temática e ao diálogo em matéria de migrações e à premente necessidade de serem encontradas soluções eficazes para os problemas migratórios no quadro internacional”.

O antigo comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos (1999-2004) e antigo ministro da Presidência e da Defesa Nacional (1995-1997) – cargos em que “demonstrou a sua capacidade de liderança e de gestão ao mais alto nível” – é “um profundo conhecedor da problemática das migrações, um dos maiores e mais exigentes desafios que a comunidade internacional hoje enfrenta”, considera o Governo, na nota emitida através do MNE.

Atualmente, Vitorino é membro de várias iniciativas internacionais na área das migrações, com destaque para o Advisory Board of the International Migration Initiative (desde 2015) e para o Transatlantic Council on Migration (desde 2007), acrescenta o MNE.

“Mais do que nunca, o Governo português considera urgente mobilizar o mundo e as sociedades civis em prol da paz e segurança, tolerância, respeito pelos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável”, refere o comunicado.

O Governo português entendeu que a candidatura de António Vitorino é “uma real mais-valia”, dada a “sua qualidade intrínseca e inerente peso político”.

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