UNICEF qualifica 2017 “ano pesadelo” para crianças em zonas de conflito

UNICEF qualifica 2017 “ano pesadelo” para crianças em zonas de conflito

Os conflitos armados afetam de maneira desmedida as crianças que - mortas, feridas, mutiladas, abusadas sexualmente, recrutadas à força ou usadas como escudos humanos tiveram em 2017 um "ano pesadelo", denunciou hoje a UNICEF.

146
0
COMPARTILHE

Neste ano, as crianças em zonas de conflito foram vítimas de ataques “a uma escala chocante”, fruto de um “desprezo generalizado e flagrante das normais internacionais que protegem os mais vulneráveis”, afirma o Fundo das Nações Unidas para-a Infância no seu relatório anual, publicado hoje.

Mais do que nunca, em 2017, em vários conflitos, as crianças foram atacadas nas suas casas, escolas e parques infantis, enfatizou o diretor da UNICEF, Manuel Fontaine.

Um nível de brutalidade, afirmou, em relação ao qual o mundo não pode “ficar insensível” e “que não pode ser o novo normal”.

Na República Centro Africana, na Nigéria, Birmânia, Sudão do Sul, Ucrânia, Iémen ou Síria, milhões de crianças foram mortas, violadas, raptadas e recrutadas por grupos armados, vítimas de ataques, minas por explodir, traumas, fome e doenças.

Em 2017, segundo os números da UNICEF, 5.000 crianças foram mortas ou feridas no Iémen, 700 foram mortas no Afeganistão, centenas usadas como escudos humanos na Síria e no Iraque, 135 usadas como bombistas suicidas na Nigéria, 19.000 recrutadas pelo exército e grupos armados no Sudão do Sul.

Na Europa, no leste da Ucrânia, mais de 200.000 crianças vivem sob a ameaça constante das minas antipessoal e de artefactos que não explodiram que apanham para brincar ou pisam, morrendo ou sofrendo mutilações.

“A UNICEF apela a todas as partes que cumpram as obrigações definidas na lei internacional para pôr um fim imediato às violações contra crianças e aos ataques a infraestruturas civis como escolas e hospitais”, lê-se no documento.

“A UNICEF apela também aos países com influência sobre partes em conflito que usem essa influência para proteger as crianças”, acrescenta.

 

Por Lusa

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA