Festival de dança Cumplicidades apresenta oito criações em março

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Com direção artística da coreógrafa e bailarina Tânia Carvalho, esta segunda edição do certame dedicado à dança terá programação nacional sob a alçada da coreógrafa e bailarina portuguesa e, no âmbito internacional, ao artista espanhol Abraham Hurtado.

O Cumplicidades 2018 reúne as duas propostas dos curadores: Tânia Carvalho assenta na repetição, com sete espetáculos em sete dias consecutivos de apresentação, enquanto Abraham Hurtado apresentará uma criação de um coletivo de artistas reunidos por convocatória aberta, com a reconfiguração de uma mesma proposta artística em sete espaços, nos mesmos sete dias.

Nos espetáculos nacionais estão Aurora Pinho, com “Heteroptera”, uma nova criação que será apresentada no Teatro Ibérico; Vitalina Sousa apresentará “Delirium”, no Teatro da Trindade, também em estreia absoluta; Vasco Diogo com “Cervical Kid”, na Rua das Gaivotas6, igualmente em estreia absoluta.Ainda nos artistas nacionais, Bruno Senune irá apresentar “A Deriva dos Olhos”, em estreia em Lisboa, na Galeria ZDB Negócio; enquanto Inês Campos trará “Coexistimos” ao Espaço Alkantara, também em estreia absoluta; e Flora Detraz, com “Tutuguri”, no CAL — Primeiros Sintomas, em estreia em Lisboa; enquanto o BCN – Ballet Contemporâneo do Norte, apresentará “Repertório para Cadeiras, Figurantes e Figurinos”, nas Carpintarias de São Lázaro, também em estreia na capital.

Quanto ao projeto internacional, consiste numa nova criação, em estreia absoluta, com Gizem Aksu (Turquia), Myrto Charalampous (Grécia), Shira Eviatar (Israel), Matías Daporta (Espanha) e Oriana Haddad (Egito/Italia).

De acordo com a organização, Abraham Hurtado decidiu lançar uma convocatória aberta para selecionar cinco artistas do âmbito da dança, para desenvolver uma peça coletiva.

À convocatória responderam cerca de 300 artistas, e os finalistas vão desenvolver no Centro Negra, um espaço de criação artística em Blanca, Espanha, a que se seguirá a estreia absoluta em Lisboa.

A peça será apresentada em sete espaços distintos na capial portuguesa, durante sete dias consecutivos, mantendo uma estrutura comum mas transformando-se sempre, propondo sete variações como resposta a cada um dos espaços, segundo a organização.

Abraham Hurtado, diretor artístico do coletivo AADK, plataforma artística em Berlim, será o mentor durante o processo de criação e o responsável pela coordenação artística global.

Desde 2012 que Abraham Hurtado, artista plástico e ‘performer’, dirige o Centro Negra, um espaço para a investigação e criação contemporâneas em Blanca, Murcia (Espanha).

Organizado pela EIRA, estrutura artística com sede na capital, o festival bienal, lançado em 2015 como “ano zero”, teve a primeira edição em 2016, quando foi distinguido – entre 761 festivais de 31 países – com a certificação EFFE (Europe for Festivals Festivals For Europe), e novamente em 2016.

 

 

Por Lusa

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