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Costa reúne-se hoje com o Presidente de Angola logo após chegar a Davos

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O primeiro-ministro reúne-se hoje, à noite, em Davos (Suíça), com o chefe de Estado de Angola, num momento em que o processo da justiça portuguesa contra o ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente afeta as relações entre os dois países.

A reunião entre António Costa e João Lourenço, a segunda em menos de dois meses, será o primeiro ponto da agenda do líder do executivo português em Davos, onde, até sexta-feira, participará no 48º Fórum Económico Mundial – evento que junta mais de três mil dirigentes políticos e da economia mundial.

Segundo fonte oficial do Governo português, a reunião com o chefe de Estado angolano foi marcada “logo para o primeiro momento de disponibilidade na agenda do primeiro-ministro”.

António Costa e João Lourenço já estiveram reunidos em 29 de novembro passado, na Costa do Marfim, em Abidjan, durante a última cimeira entre África e União Europeia.

As relações entre Portugal e Angola têm sido perturbadas pelo processo movido pelas autoridades judiciais portuguesas contra o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente no âmbito da operação “Fizz”, em que é acusado de corrupção ativa e branqueamento de capitais.

A Procuradoria-Geral da República recusou transferir o processo de Manuel Vicente para Angola, o que levou o Presidente angolano, João Lourenço, a classificar como “uma ofensa” a atitude da justiça portuguesa, advertindo que as relações entre os dois países vão “depender muito” da resolução do caso.

Numa tentativa de desdramatizar o quadro de relações entre os dois países, o primeiro-ministro defendeu que “não há nenhum problema entre Portugal e Angola dos pontos de vista económico e político”.

“Há uma questão que transcende o poder político, que não diz respeito ao Presidente da República, ao Governo ou à Assembleia da República. É um tema da exclusiva responsabilidade das autoridades judiciárias”, salientou o primeiro-ministro português.

Em relação à agenda do Fórum Económico Mundial, o primeiro-ministro, do ponto de vista político, procurará passar a mensagem de que Portugal “é um país em franco processo de recuperação económico-financeira”.

“Portugal abandonou em 2017 o Procedimento por Défice Excessivo na União Europeia e, nos últimos meses, duas das principais agências de ‘rating’ retiraram o país de um nível de ‘lixo’ em termos de investimento. O Fórum Económico Mundial é uma excelente oportunidade para colocar Portugal na primeira linha dos investidores mundiais, mostrando os nossos bons indicadores económicos”, acentuou a mesma fonte.

Na quarta-feira, em Davos, entre outros eventos na agenda, o primeiro-ministro será o principal orador de um almoço promovido pelo executivo de Lisboa e pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), numa iniciativa intitulada “Porquê Portugal e porquê agora”.

Nesse almoço, além dos ministros da Economia e das Finanças, estarão presentes “dezenas de potenciais investidores estrangeiros” em Portugal, assim como editores e diretores de alguns dos mais influentes órgãos de comunicação social internacionais.

Além de António Costa, estarão em Davos, no que respeita a políticos portugueses, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o comissário europeu Carlos Moedas, e os ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e das Finanças, Mário Centeno, este último na qualidade de presidente do Eurogrupo.

 

Por Lusa

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