Museu do Caramulo inaugura mostras sobre Volkswagen e história das bicicletas

Museu do Caramulo inaugura mostras sobre Volkswagen e história das bicicletas

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O Museu do Caramulo, no concelho de Tondela, inaugura no sábado duas exposições temporárias, uma sobre os oitenta anos da Volkswagen e outra alusiva à história das bicicletas.

 “Volkswagen: 80 Anos ao Serviço do Povo” e “Bicicletas com História” são os nomes das duas exposições, que ficarão patentes até 31 de maio.

Segundo o diretor do Museu do Caramulo, Tiago Patrício Gouveia, os oitenta anos da Volkswagen serão assinalados “com uma mostra dos modelos mais emblemáticos da marca”.

Já a exposição “Bicicletas com História” pretende “abordar a história do que é considerado, atualmente, o meio de transporte mais utilizado do mundo”, acrescenta.

A exposição “Volkswagen: 80 anos ao serviço do povo” conta com cinco modelos emblemáticos da Volkswagen, incluindo “o raríssimo Kübelwagen, o veículo mais antigo da marca em Portugal”.

O Museu do Caramulo explica que o termo Volkswagen “surgiu em 1924, pelo engenheiro alemão Josef Ganz, que lutava para modernizar a indústria automobilística alemã”.

“Em 1933, durante a visita ao Salão Internacional do Automóvel de Berlim, Adolf Hitler viu no projeto Volkswagen uma forma eficiente de propaganda nazi e encarregou Ferdinand Porsche de desenvolver o modelo que ficaria conhecido na Alemanha como Käfer, em Portugal como Carocha e nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha como Beetle”, acrescenta.

Segundo o museu, “em 1938, o governo alemão apresentou o KdF-Wagen, mais tarde denominado Volkswagen Carocha, produzido na cidade fábrica KdF-Stadt, hoje conhecida como Wolfsburg e sede do Grupo Volkswagen”.

“Após 1948, a Volkswagen tornou-se um importante elemento simbólico e económico da recuperação da Alemanha Ocidental e, em 1964, ao adquirir a Audi/Auto Union, uma nova geração de Volkswagens surgiu, com os modelos Golf, Polo e Passat”, recorda.

A exposição “Bicicletas com História” consiste numa mostra representativa da evolução da bicicleta ao longo dos anos, que se inicia com dois modelos tipo Michaux, de 1869, seguidos das tradicionais Bone Shakers, triciclos, até às bicicletas atuais.

O museu do Caramulo lembra que se conhecem “várias tentativas de criar um meio de locomoção de duas rodas, mas, só em 1790, pelas mãos do conde francês Sivrac, surge a máquina a que deu o nome de Celerífero, construído todo em madeira e com duas rodas alinhadas, uma atrás da outra, unidas por uma viga onde se podia sentar”.

“Em 1817, surgia a Draisiana, propulsionada pelo andar do seu condutor e patenteada em 1818 pelo alemão Barão Karl von Drais. Em 1839, o escocês Kirkpatrick Macmillan adapta-lhe um sistema de pedais”, acrescenta.

No entanto, refere o museu, é Pierre Michaux, “um carroceiro da cidade de Brunel, França, que cria um sistema de propulsão ligado diretamente à roda dianteira, tornando a deslocação da máquina mais fácil”.

“O resultado foi tão positivo que Michaux resolve dedicar-se à produção deste velocípede. Nasce, assim, a primeira fábrica de bicicletas do mundo, a Companhia Michaux”, recorda.

 

 

Por Lusa

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