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Ciclo de poesia no Museu da Música abre hoje com Jorge de Sena

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O maestro e poeta Jorge Vaz de Carvalho abre hoje o ciclo “Poesia no Museu [da Música]”, em Lisboa, com uma sessão sobre Jorge de Sena, autor de obras como “Metamorfoses” (1963), “Exorcismos” (1972) e “Sobre Esta Praia” (1977).

Esta é a sexta edição do ciclo, organizada por Helena Miranda e por Tomás Castro, que tem previsto nove sessões, começando sempre às 19:00, com entrada gratuita.

Além de Jorge de Sena (1919-1978), ao longo deste ano serão abordadas obras poéticas de Luís de Camões, Fernando Pessoa, Hilda Hilst e do poeta latino Juvenal (autor de “Sátiras”, que viveu entre os séculos I e II), por conferencistas como Miguel Tamen, António Feijó, Frei Bento Domingues e Jorge Vaz de Carvalho.

Jorge Vaz de Carvalho falará hoje sobre Jorge de Sena (1919-1978), mais precisamente sobre o livro de poesia “Arte de Música” (1968).

Mestre em Literaturas Comparadas e doutorado em Estudos de Cultura, Vaz de Carvalho estreou-se como cantor lírico, em 1984, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, e é autor de uma obra sobre Jorge de Sena, “Sinais de Fogo como romance de formação”, que lhe valeu o Prémio P.E.N. Clube de Ensaio, em 2011. Como poeta, Vaz de Carvalho publicou, em 1992, “A Lenta Rendição da Luz”. Atualmente, é professor na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

Jorge de Sena estreou-se literariamente em 1942 com o livro de poesia “Perseguição”, tendo publicado também teatro, ficção e obras críticas, de História Geral, Cultural ou Literária.

A partir de 1981 foram publicados vários volumes de correspondência que trocou com perosnalidades como Guilherme de Castilho, José Régio, Vergílio Ferreira, Taborda de Vasconcelos, Eduardo Lourenço, Edith Sitwell, Dante Moreira Leite e as “cartas de amor” que trocou com a mulher, Mécia, editadas em 1983, com o título “Isto Tudo Que Nos Rodeia”.

A obra de Jorge de Sena compreende mais de vinte coletâneas de poesia, uma tragédia em verso, uma dezena de peças em um ato, mais de trinta contos, uma novela e um romance, e cerca de quarenta volumes dedicados à crítica e ao ensaio, com destaque para os estudos sobre Camões e Pessoa.

Nas suas traduções de poesia, destacam-se poetas como Kavafis e Emily Dickinson, além de coletâneas, que atravessam a expressão contemporânea, como “Poesia do Século XX – de Thomas Hardy a C.V. Cattaneo”, e traduções de ficção de autores como William Faulkner, Ernest Hemingway, Graham Greene, de Eugene O`Neill, no teatro, e de ensaios do filósofo existencialista russo Léon Chestov.

A próxima sessão do ciclo “Poesia no Museu” será protagonizada por frei Bento Domingues, no dia 28 de fevereiro, sobre um “tema a anunciar”.

Os poetas brasileiros Carlos Drummond de Andrade e Hilda Hilst são temas de outras sessões, assim como Luís de Camões, Plínio, o jovem, Fernando Pessoa e a norte-americana Harryette Mullen, de 64 anos.

Miguel Tamen, diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e autor, com António Feijó, da obra “Universidade Como Deve Ser”, encerra este ciclo, no dia 27 de junho, com o tema “Letras”, no qual abordará as letras de músicas portuguesas.

“Cada sessão consiste numa conferência, com aproximadamente uma hora de duração, sobre um tema ou um autor, não excessivamente académica, e com espaço para a leitura de poemas”, disse à agência Lusa Helena Miranda, do Museu da Música.

 

 

 

Por Lusa

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