Orquestra e Coro Gulbenkian interpretam “Um Requiem Alemão” com Laurence Equilbey

Orquestra e Coro Gulbenkian interpretam “Um Requiem Alemão” com Laurence Equilbey

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A maestrina francesa Laurence Equilbey vai dirigir na quinta e na sexta-feira a Orquestra e o Coro Gulbenkian, na interpretação de “Um Requiem Alemão”, de Brahms, e uma seleção de Canções Bíblicas, de Dvorák, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Ao lado dos agrupamentos portugueses, com a Orquestra liderada por Equilbey e o Coro por Jorge Matta, estarão o barítono norte-americano Thomas Hampson, que já gravou “Um Requiem Alemão” com a Filarmónica de Viena, e a soprano sueca Miah Persson, que também interpretou a obra do compositor alemão no BBC Proms, em 2003, com a Orquestra Sinfónica da Rádio da Suécia.

Para atuações na quinta-feira, pelas 21:00, e sexta-feira, pelas 19:00, o programa inclui “Um Requiem Alemão, opus 45”, do alemão Johannes Brahms (1833-1897) e uma seleção de “Canções bíblicas, opus 99”, do checo Antonin Dvorák (1841-1904).

Em estreia na Gulbenkian, Equilbey é fundadora e diretora musical da Orquestra Insula e do Coro Accentus, com quem inaugurou a sala francesa La Seine Musicale, onde se encontra em residência artística.

O barítono norte-americano, considerado um dos mais destacados solistas doo seu tempo, regressa à Fundação Gulbenkian, depois de ter marcado presença pela última vez em dezembro de 2016, no programa “No Tenors Allowed”, com o italiano Luca Pisaroni e o pianista Christian Koch.

A última passagem de Persson pela Gulbenkian foi em 2014, depois de uma carreira que, em 2018, chega aos 20 anos, desde a estreia na ópera “As bodas de Fígaro”, de Mozart, num percurso que passou pela Real Ópera da Suécia, vários concertos como solista convidada um pouco por todo o mundo e como cantora da corte, depois da nomeação do rei da Suécia, Carlos XVI, em 2011.

Composto entre 1865 e 1868, “Um Requiem Alemão”, com sete movimentos e uma duração que pode chegar aos 80 minutos, é a obra mais longa de Brahms, tendo sido composta na sequência da morte da mãe, em fevereiro de 1865.

Também as canções bíblicas do compositor checo, escritas em 1894, nascem da proximidade da morte do pai de Dvorák e do desaparecimento do seu amigo, o maestro e pianista Hans von Bülow, um dos principais dirigentes da Filarmónica de Berlim, que morreu em março desse ano.

O trabalho resultante, que parte do “Livro de Salmos” do “Antigo Testamento”, é considerado um dos melhores ciclos de canções do compositor, que o terminou poucos dias antes da morte do pai.

 

 

 

 

Por Lusa

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