Porque continuamos a não fazer nada pelo planeta?

Porque continuamos a não fazer nada pelo planeta?

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Em Portugal, os ativistas da “ação” são uma minoria, por vezes classificados como extremistas, com demasiado tempo livre, utópicos/as e apesar de todo o alarido, não vão mudar o mundo. Eu concordo, como ativista, com o facto de não mudarmos o mundo, porque isso significaria não ouvir mais ninguém a dizer as restantes caraterísticas( pessoas que recursam ao pouco tempo que têm, ou criam-no, para fazer palestras, manifestações e petições…) mas como se ouve demasiadas vezes faz sentido, ainda escrever este texto.
O extremismo, pelo menos na aceção política tem uma conotação negativa e vai por norma contra os direitos humanos, ao afirmar que uma maioria tem supremacia sobre uma minoria, neste sentido, como a ação de ativismo, pelo menos o meu está ligado à política, não consigo verificar na defesa do ambiente, veganismo, questões LGBTI, ou feministas uma réstia de extremismo, na verdade queremos o contrário: uma sociedade igualitária, onde todos e todas somos um fim em si, e não um meio para atingir um fim e acima de tudo temos direito a uma vida digna.
É do conhecimento geral que o nosso planeta não está de boa saúde, os excessos humanos após a revolução industrial iniciaram um caminho que será impossível refazer, ano após ano, o aquecimento global da atmosfera e a temperatura dos oceanos aumenta, em Portugal são notórias estas mudanças: Verões cada vez mais quentes e invernos mais rigorosos. O ano passado, as temperaturas no verão voltaram a bater o record e todos temos presente a consequência mais visível: os incêndios e as mortes de mais de uma centena de pessoas, outras perderam igualmente a vida, porque os dias excessivamente quentes frios também matam uma parte mais fragilizada da sociedade.
Logicamente, que falar a sério de alterações climatéricas não é possível em meras linhas, mesmo se fosse, não sou eu, enquanto individual, nem tu, que estamos a por o planeta como está, “os maiores culpados” pelo desaparecimento da nossa espécie e de outras, que partilham connosco tantas semelhanças são as indústrias, em grande parte as da exploração de combustíveis fosseis, por coincidência nas mãos das grandes empresas a nível mundial, casos de resolução complexa e a nível mundial. A outra parte do problema, eu e tu, como indivíduos sociáveis que vivemos em comunidade com: família, amigos, colegas, conhecidos podemos agir, não é impossível, depende de nós e podemos começar agora.

O que comes é um dos motivos de maior poluição, desflorestação e gasto de água no mundo, se não és vegan ou vegetariano comes produtos da indústria agropecuária, porque não reduzes, porque não mudas as tuas opções alimentares? E se incentivares quem está à tua volta a fazê-lo? Estas grandes empresas, que tantas vezes nos manipulam, ao suportar grandes investigações científicas são das mais poluentes do mundo, não é altura de deixar os seus produtos nas prateleiras? As quebras nas vendas vão obrigá-los a ouvirem-nos! Mas podes fazer mais: evitar compra produtos com embalagens em plástico, recusar sacos de plástico, loiça descartável, palhinhas, balões, etc.
É simples, eu e tu podemos mudar a nossa ação e influenciar de forma positiva a nossa família, amigos, colegas, depois podemos na nossa freguesia fazer um movimento de ação que ao crescer pode abranger a nossa cidade, quem sabe o país. Nós podemos exigir a quebra do paradigma antropocentrista e exigir direitos para todos e quando eles existirem, tudo o resto será diferente e sabes uma coisa? Não temos outra opção, já estamos a lutar contra o tempo e o que está em questão é a nossa sobrevivência e a de quem virá num futuro, porque o planeta é de todos e todas os que cá vivem e os quem poderão vir a viver, por tudo isto, como podemos ser extremistas?

Elda Fernandes

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