“Amigos da Terra” receberam batismo

“Amigos da Terra” receberam batismo

Grupo de Bombos único a nível nacional, constituído apenas por mulheres, completou 1.º aniversário

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O grupo de bombos “As Amigas da Terra” de S. João de Covas, concelho de Lousada, único a nível nacional constituído apenas por mulheres, completou no dia 1 de Maio o seu primeiro aniversário e serviu para o grupo fazer o seu batismo, num evento acompanhado pelo grupo de bombos “Os Amigos de Caíde de Rei” .
A cerimónia serviu, também, para assinalar o 39.º aniversário do Centro Cultural e Recreativo de Covas, coletividade à qual está ligado este grupo e contou com a presença de várias figuras ligadas à associação, do presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, entre outras instituições e coletividades.
Glória Ferreira, presidente do grupo de bombos, realçou que o grupo nasceu da Comissão de Festas de 2018 sendo um agrupamento exclusivamente composto por mulheres da freguesia, de diferentes idades, desde os cinco aos 55 anos.
“Tudo começou por uma brincadeira. O grupo foi ganhando forma e hoje somos contactados por muitas comissões de festas e instituições para atuarmos. Somos o único grupo só com senhoras a nível nacional. Existem outros no país que integram senhoras, mas são também compostos por homens. Tenho todo o gosto em pertencer a este grupo que é já uma referência na freguesia e no concelho”, disse, salientando que só no ano passado e apesar recente o grupo fez quase 60 deslocações, percorrendo vários municípios no país.
Refira-se que o Grupo de Bombos Amigas da Terra esteve recentemente presente no programa da RTP “Aqui Portugal” que passou pela vila de Lousada.
Em Lousada, Glória Ferreira ressalvou que o grupo é, também, já conhecido, tendo a agenda de verão praticamente preenchida.
“Para este verão já temos 12 saídas só até julho. A reação das pessoas tem sido extremamente positiva, temos sido muito bem acolhidos por onde passamos, os convites felizmente estão a surgir em excelente ritmo e acredito que temos condições para continuar a crescer, evoluir e chegar a mais lados”, disse, sublinhado que mesmo entre os vários grupos de bombos que existem no concelho, As Amigas da Terra, são já uma referência, um projeto que começa a ganhar notoriedade e que quer afirmar-se como um grupo de bombos capaz de competir e até superar os melhores.
“Pelos contactos que tenho tido com os elementos dos outros grupos, as pessoas admiram o nosso trabalho, gostam da nossa forma de estar e do nosso som. É um projeto diferente. Fazemos inclusive procissões, fazemos toque de fanfarras e até casamentos”, manifestou, adiantando que o grupo tem uma indumentária própria para cada circunstância e atuação e um forma muito peculiar de estar em palco, o que atrai e desperta a atenção de quem assiste às suas atuações.
“Para mim é um orgulho saber que não estarmos só, este é um projeto muito acarinhado por todos e quando vamos a algum lado verifico que as pessoas da freguesia estão connosco e fazem questão de nos acompanhar”, atestou, acrescentando que o grupo tem 20 elementos, ensaia uma vez por semanas, e cujo convívio está sempre presente.
“Encaramos este projeto como diversão. Os ensaios são sempre muito animados e acima de tudo privilegiamos o convívio e a alegria”, expressou, afiançando que a maiores dificuldades têm a ver com o transporte e com a dificuldade em responder a todas as solicitações.
“A câmara municipal tem sido incansável, sempre que necessitamos de transporte a autarquia tem estado ao nosso lado. Ainda não me empenhei verdadeiramente a fundo porque a nossa prioridade tem sido outras e as solicitações imensas, mas este é um objetivo pelo qual iremos lutar”, declarou.
Pedro Nunes, presidente do grupo de bombos “Os Amigos de Caíde de Rei”, reconheceu que as Amigas da Terra são uma mais-valia para o concelho e um grupo a ter em conta pelos demais grupos de bombos no município, que prima pela qualidade, irreverência e pela sua entrega.
“Já tive oportunidade de assistir a algumas das atuações das Amigas da Terra, são um grupo que prima pela qualidade, pela diferença, que começam a ser uma referência no concelho, com muitas saídas e isso é bastante positivo para o município e para os grupos que já existem há mais anos”, referiu.
Já o presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, relevou o talento das Amigas da Terra, destacando o seu empenho e o seu ímpeto na forma de atuar.
“Apesar de ser um grupo recente, sobejamente conhecido no município, verifico que começam a ser requisitadas por muitos outros municípios e instituições que só, agora, começam a conhecer o seu trabalho e o seu reportório. Constato que do ponto de vista técnico, muitas das senhoras que integram o grupo já estão num patamar considerável, a própria indumentária é diferente. É um grupo com muita elegância e as pessoas valorizam isso. Espero que seja os primeiros muitos outros aniversários, porque há espaço para estes projetos. Este grupo existe para dar alegria e propiciar o convívio fraterno”, atestou, realçando também o aniversário o 39.º aniversário do Centro Cultural e Recreativo de Covas, instituição que tem sido, considerou, determinante para o desenvolvimento da freguesia, ma promoção de atividades, e na dinamização do movimento associativo do concelho.

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