Assinado contrato que prevê obras de conservação da Igreja Matriz da Sobreira

Assinado contrato que prevê obras de conservação da Igreja Matriz da Sobreira

Investimento está orçado em 100 mil euros e prevê recuperação do telhado, a pintura de paredes interiores e exteriores e a substituição do soalho.

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O secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, presidiu, esta terça-feira, à cerimónia de assinatura do contrato de financiamento das obras de conservação da Igreja Matriz da Sobreira, intervenção orçada em 100 mil euros, 50 pagos pelo Governo, sendo os restantes custeados pela comunidade local com o apoio da Câmara de Paredes e a Junta de Freguesia da Sobreira.

A intervenção prevê a recuperação do telhado, a pintura de paredes interiores e exteriores e a substituição do soalho.

Na cerimónia de assinatura do protocolo de financiamento para as obras de conservação da Igreja Matriz da Sobreira, o presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, recordou que a intervenção vai permitir minimizar  alguns problemas, que este tempo datado da Idade Média, vinha evidenciando, nomeadamente ao nível do telhado, com as infiltrações.

“50% do valor da obra será comparticipado pelo Governo, os restantes  50 mil euros serão suportados pela paróquia, pela Junta de Freguesia e a Câmara de Paredes que é um dos contribuintes desta obra.  A intervenção respeitará todos os elementos do passado desta igreja, estando, também, prevista intervenção nas escadarias exteriores ao edifício”, disse., sustentando que Igreja Matriz da Sobreira  é um templo com um valor histórico  significativo, cujas origens remontam à Idade Média, a capela mor é datada de 1806, a torre de 1874, sendo a igreja revestida a azulejos monocromáticos do século XIX.

“É um edifício que marca pela sua arquitetura religiosa, um património que importa preservar e valorizar. Estamos perante uma obra que dignifica a Sobreira, o concelho e a região”, expressou.

O autarca realçou, também, o trabalho e o contributo do pároco local, padre Pedro Silva, pelo seu empreendedorismo social e pelo facto de dirigir um dos centros sociais mais emblemáticos do concelho.

O Pároco da Sobreira ressalvou que esta era uma obra desejada pela comunidade e que importa preservar.

“Trata-se de um templo composto pela capela-mor, sacristia, estrutura dos retábulos do século XVII. A capela-mor e a sacristia foram alvo de construção em 1806, conforme lápide que se encontra lavrada na cantaria da capela-mor. A construção da torre sineira é de 1874. O retábulo do lado do evangelho é de 1880. Durante o século XX foi revestida a parte exterior com azulejo de uma fábrica portuguesa. A igreja possui quatro altares”, sustentou, recordando que o exterior do adro foi pavimentado recentemente com calçada do qual se destaca o cruzeiro de cantaria de granito e uma sepultura antiga.

O pároco reconheceu que com a construção da Igreja nova em 2008 o culto  na Igreja Matriz  passou a ser menos efetivo, com celebrações nalguns dias da semana e servindo o espaço para o velório dos funerais da «comunidade.

“As obras não uma necessidade e este tempo encerra em si múltipla história da freguesia assim com de todas as famílias desta terra. Dado que últimos 25 anos a comunidade tem estado envolvida na construção da Igreja nova, um espaço emblemático da freguesia, não nos seria possível sozinhos suportar a despesa da intervenção que vai ser realizada na Igreja Matriz, pelo que contamos com a ajuda de todos, de uma forma particular da câmara municipal e com o apoio dos paroquianos. Sei que tenho fama de ser um padre pedinchão, mas peço para a comunidade”, acrescentou.

O presidente da Junta de Freguesia da Sobreira, João Gonçalves, constatou que a Igreja Matriz é um património local de valor histórico, arquitetónico e sentimental que importa salvaguardar.

“Começar a obra pelo telhado não é uma ironia, mas uma necessidade para estancar infiltrações, prevenir riscos de deterioração e derrocada originadas pela fragilidade das madeiras que a suportam”, avançou, sustentando que é vital intervir e requalificar o interior da Igreja, fazendo um convite ao executivo municipal para que considere este tempo como património de interesse local e municipal.

João Gonçalves manifestou, também, o desejo de transformar a Sobreira, numa vila residencial que pressupõe como requisitos a salvaguarda de alguns elementos patrimoniais, como é o caso da Igreja Matriz.

O secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, esclareceu que esta é uma parceria entre o Governo e a paróquia, que terá um compromisso informal da Câmara de Paredes que também apoia a obra.

O governante relevou, também,  o papel da autarquia que teve um papel determinante neste processo, assim como da paróquia, informando que o Governo tem como obrigação preservar o património e está a fazê-lo.

 

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