“O PSD Paredes é grande” – Ricardo Sousa

“O PSD Paredes é grande” – Ricardo Sousa

I Convenção Autárquica do PSD Paredes foi um sucesso

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A I Convenção Autárquica do PSD Paredes, realizada em Sobrosa, no passado sábado, contou com cerca de duas centenas de participantes, autarcas e militantes, que quiseram participar nos “momentos de reflexão e partilha de experiências”, conducentes “à melhoria do desempenho enquanto cidadãos e autarcas”. Estas foram as palavras de Ricardo Sousa, na abertura do evento, que acredita ter contribuído para a “construção de um Partido mais forte e coeso”.

No seu discurso de encerramento da Convenção Autárquica, o líder mostrou-se extremamente satisfeito com a “onda laranja”, que “permitirá mostrar nas legislativas que estamos fortes e preparar o caminho para as autárquicas”, afirmou, agradecendo, de seguida a todos os participantes, que “mostraram que o PSD Paredes é grande”.

O presidente da concelhia paredense deixou também o seu apelo ao voto no próximo ato eleitoral, lembrando que a Europa está no nosso dia a dia: “Quando achamos que a Europa não está nos nossos dias, verificamos que afinal está todos os dias. Por causa do 2020, foram investidos milhões de euros. Levem esta mensagem. Se convencermos todos os dias um amigo a votar na melhor lista, vamos ter um grande resultado em Paredes”, rematou.

Paulo Rangel acredita que PSD vai ganhar as eleições

Paulo Rangel chegou ao fim da tarde à Convenção, mas eram muitos os que esperavam a sua intervenção. O cabeça de lista às eleições europeias começou por apelar à participação no próximo ato eleitoral, acreditando que “o partido que for capaz de mobilizar para votar é aquele que vai ganhar as eleições”. Recorde-se que as eleições que se aproximam, tradicionalmente, registam uma elevada abstenção.

Do apelo ao voto, o candidato passou à argumentação, caracterizando a lista social-democrata como sendo a melhor, “paritária”, “com gente de todas as idades” e de todas as áreas.

Para além da qualidade daqueles que integram as listas, Paulo Rangel avançou, ainda, com outros argumentos para votar PSD: “A atuação deste governo é má. Temos de lhe mostrar o cartão laranja nas próximas eleições”. O desempenho do governo mereceu, aliás, duras críticas por parte do candidato: “Este governo dá com uma mão e tira com as duas”, afirmou, exemplificando com o “aumento de impostos indiretos”, com “os cortes nos serviços públicos” e na proteção civil. Um Estado decente não corta nos recursos de forma a que as pessoas não estejam seguras”, rematou.

A qualidade da lista social-democrata e a má atuação do governo são razões mais do que suficientes, segundo o deputado, para responder ao seu apelo: “Empenhem-se nas eleições europeias”, reforçou.

“O cidadão está farto de ser enganado” – Alberto Machado, líder da Comissão Política Distrital

Alberto Machado, presidente da Comissão Política Distrital, no seu discurso, defendeu a proximidade com a população como estratégia para o Partido atingir bons resultados, acrescentando que é essa atitude que tem caracterizado a sua atuação. Falando da participação dos cidadãos, o líder não podia deixar de referir o CEN (Conselho Estratégico Nacional), cujo objetivo é “juntar pessoas para debater e encontrar soluções para Portugal”. “Todos podem e devem apresentar propostas”, esclareceu. Os objetivos deste trabalho ficaram bem vincados nas palavras do presidente da Distrital: “Ajudar o Presidente [Rui Rio] a preparar o programa eleitoral de todos nós, um programa que verdadeiramente vá ao encontro das necessidades da população”, frisou.

O seu discurso não podia ter deixado de lado as eleições europeias. Alberto Machado destacou a elevada taxa de abstenção. Por isso, apelou à participação de todos, defendendo o “projeto credível do PSD” e denunciando os sucessivos enganos do governo: “O cidadão está farto de ser enganado”, sustentou, exemplificando com as nomeações familiares no governo e a subida dos impostos indiretos.

A vontade de vencer do líder estende-se às legislativas e às autárquicas: “Vamos reganhar a Câmara de Paredes. Este presidente da Câmara já deu provas de que não tem capacidade para governar um concelho como este”.

“Este executivo está a anos-luz daquilo que eram as expectativas” – Rui Moutinho, vereador

A Convenção laranja contou também com o testemunho dos autarcas sociais-democratas, que não puderam deixar de avaliar a atuação do atual executivo autárquico em Paredes.

Rui Moutinho, vereador, considerou que o executivo socialista está “a anos luz daquilo que eram as expectativas”. E começou por dar um exemplo: “Os argumentos para não baixarem o IMI são uma falácia. Não baixaram porque não quiseram”.

O vereador atacou, ainda, o executivo por não ter um projeto de desenvolvimento sustentável para o concelho e ironizou com as últimas novidades para o sul do concelho: “O projeto de desenvolvimento para o sul é fazer um concurso de legumes gigantes”.

Para Rui Moutinho, salva este executivo o facto de ter recebido algumas boas heranças, que lhe permitem mostrar trabalho. A este respeito referiu-se em concreto ao Complexo das Laranjeiras. “Cortam fita e dizem que a obra é deles. Dantes diziam que eram obras despesistas”, atacou.

O vereador falou ainda da “rede de subsidiodependência: “2 milhões de euros para quatro ou cinco freguesias do PS”, afirmou.

Rui Moutinho congratulou-se com a “vontade de ganhar” do PSD: “O partido tem vida e está cada vez mais perto da população”, salientou.

“Há pessoas que não sabem lidar com a vitória. Alexandre Almeida não sabe o que fazer com ela.” – Hermínia Moreira, vereadora

A vereadora Hermínia Moreira denunciou aquilo que designa como o “fechar de portas” aos cidadãos por parte da Câmara Municipal: “Os presidentes de junta do PS têm um tratamento privilegiado. Há uma falta de respeito pela população de Paredes por parte deste executivo”. As críticas da vereadora estenderam-se à ação social, na qual nota uma “mudança, mas para pior”: “Negam-se a ouvir os problemas das pessoas”, afirmou.

Sobre as constantes lamentações do executivo socialista sobre a situação financeira herdada, Hermínia Moreira ironiza: “A situação financeira estava de tal forma sem ponta por onde se pegasse, que em tão pouco tempo até têm dinheiro para desbaratar”. Referiu-se ainda à intervenção nas escolas EB2,3 e secundárias, que serão alvo de uma remodelação, criticando o “frete” feito pela Câmara ao governo central. “A autarquia deveria ter exigido ao Estado a assunção dessas responsabilidades”, disse.

A vereadora social-democrata concluiu caracterizando o executivo como sendo parco em ideias: “Se concretizar as ideias dos outros é bom”. No entanto, não acredita que tal aconteça, pela arrogância que o caracteriza: “Há pessoas que não sabem lidar com a vitória. Alexandre Almeida não sabe o que fazer com ela”.

Gabinete de Estudos desenvolve política de proximidade

No evento foi ainda apresentado o Gabinete de Estudos. Trata-se de um CEN à medida do concelho, sendo o seu objetivo reunir um conjunto de pessoas das mais diversas áreas, não necessariamente militantes, que desenvolverão um trabalho de identificação de problemas e procurarão soluções adequadas. Saúde, educação, mobilidade, segurança, juventude, desporto, ação social, são apenas algumas das áreas em estudo. O contributo do trabalho empenhado destes cidadãos será determinante na apresentação de propostas para a melhoria das condições de vida das pessoas e para a elaboração do programa eleitoral do PSD.

 

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