Global Única: unidade na diversidade

Global Única: unidade na diversidade

Especial Global Única: A resposta completa no domínio das infraestruturas particulares e empresariais

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Os dois responsáveis pela Global Única: Célia Pacheco e Francisco Sérgio

Atualmente ao comando do grupo empresarial Global Única, Francisco Sérgio Rocha, de 35 anos, evidencia um percurso profissional ascendente, fruto de muito trabalho e da determinação que o caracteriza.
Mais fascinado pela área técnica, Francisco Sérgio começou a trabalhar muito cedo, aos quinze anos de idade, como ajudante de eletromecânico. Ávido pelo saber, não abandonou os estudos, tendo feito formação no Centro Tecnológico de Calçado em Felgueiras.
Curiosamente, a eletromecânica despertou-lhe o gosto pela eletricidade. Já na altura tinha espírito empreendedor e iniciou a atividade nesta área profissional. “De forma independente, dei início a trabalhos de instalação elétrica, no ramo da construção civil. Andava de mota e era dessa forma que transportava os materiais. A aparência é precária, no entanto, comum na época”, recorda. O facto de trabalhar por conta de outrem não lhe cortou a ambição e, apenas com 18 anos, já trabalhava muitas horas extras.
Atualmente, possui o 12ºano e o Curso Profissional Técnico Responsável de instalações Elétricas de Serviço Particular (TRIESP). Frequenta o segundo ano de Ciências empresariais ESTG IPP.
A faceta de empresário surgiu em 2009, altura em que se tornou sócio da Condomínio ao Cubo, depois de cinco anos como colaborador da empresa. “Nessa época, iniciamos com uma equipa a tratar de espaços verdes que, mais tarde, veio a impulsionar o salto para a Mil Jardins”, conta.

Aposta na formação como garantida de qualidade
A diversidade dos serviços prestados obrigou à procura de formação noutras áreas, com o objetivo de dar respostas às solicitações do mercado. Formação essa também destinada aos colaboradores, para estes poderem dar respostas mais amplas e mais completas. “Neste desenrolar de várias atividades, surge obviamente a necessidade de estudar e adquirir conhecimentos. Numa luta diária com a minha agenda, consigo encaixar tempo para tudo. A vontade de fazer é a principal causa para conseguir”, diz.
O percurso ascendente que nos relatou caracterizou-se essencialmente pela aprendizagem a abertura a novas atividades. Apesar de essencialmente positivo, Sérgio não deixa de mencionar alguns constrangimentos, que dificultaram a atividade, como “o aumento de impostos por diversas vezes no decorrer de todos estes anos, a falta de estabilidade política no governo central, que nos provoca volatilidade nas relações com as entidades públicas, fazendo como que ainda não esteja terminado um projeto e já temos novas regras que, de repente, mudam novamente”, lamenta.
Apesar disso, foram muitos os fatores que contribuíram para o sucesso. Sérgio recorda o importante apoio dos pais, que lhe emprestaram dinheiro para comprar a primeira carrinha, há mais de uma década, o que se revelou crucial.
Outro aspeto fundamental, que salienta como um dos mais positivos, foi a informatização de todos os processos dentro da empresa com sistema de gestão integrado, o que se iniciou em 2009. A formação dos colaboradores, também na área da informática, foi assim outro dos aspetos positivos, essenciais para o sucesso, pois, em muitos dos casos, os funcionários nunca tinham tido acesso a um computador.

Allfix e Mil Jardins Consolidam-se no mercado
Depois do arranque formal da Mil Jardins em 2011, assistimos à chegada da Allfix, em 2012, com um lote de serviços direcionados às empresas e particulares no que diz respeito à manutenção dos equipamentos e edifícios, tornando-se uma referência no setor. O seu crescimento foi, por isso, um processo natural, com o alargamento, em 2013, à área da reabilitação urbana.
A abertura da Condomínio ao Cubo em Gondomar, em 2015, o seu crescimento em todo o distrito e a chegada pontual a outros distristos são marcos importantes na história da empresa.

Global Única: unidade na diversidade
O alargamento dos serviços da Allfix está na génese do nascimento da Global Única. A designação é esclarecedora: uma única empresa com uma amplitude abrangente, capaz de responder a todas as necessidades de um lar, no âmbito infraestrutural.
Atualmente composta por cinco empresas que se complementam no que diz respeito às respostas no ramo imobiliário, a Global Única garante ao cliente um “serviço de qualidade, eficiência e resposta na área”, garante Francisco Sérgio. Apesar de cada uma das empresas ter atingido uma maturidade suficiente para conquistar o seu próprio mercado, a força das sinergias gerada pela colaboração é uma mais-valia “num mercado cada vez mais competitivo”, explica o jovem empresário, acrescentando que “poder aproveitar a flexibilidade da infraestrutura e dos recursos humanos faz a diferença para o produto que podemos fornecer ao cliente”.
A complementaridade das empresas faz com que o serviço seja genérico para o cliente, mas especialista em cada setor: “Acredito piamente nos recursos humanos especializados e especialistas para cada setor. Cada uma das empresas, além de outros sócios, tem também gerentes dedicados e especializados para o setor, que fazem crescer o modelo de negócio e atividade de cada setor como especialista”. É convicção deste jovem empresário que cada uma das empresas, para oferecer um serviço de excelência, tem de se focar numa área e num negócio e que, efetivamente, a sinergia de esforços é essencial.
O segredo do sucesso? A ponderação. “Considero ser ponderado e comedido quando o tema é correr risco e tomar decisões. Procuro encontrar equilíbrios, para todos os problemas que diariamente me chegam das diversas empresas. Acredito que nunca ninguém tem toda a razão. Existe sempre abertura para ouvir e decidir em consciência”, diz. Mas a razão do sucesso não está apenas em si. Todos os colaboradores contam e fazem a diferença. Por isso, este empresário procura todos os dias as melhores pessoas e os recursos adequados: “Acredito nas pessoas. Acho que, quando querem, são capazes de fazer a diferença. Tenho presente todos os dias três coisas na minha vida, quando me levanto de manhã: colaboradores, clientes e estado. São as minhas prioridades, é para eles que dirijo as energias diariamente”.
Desenganem-se aqueles que pensam que este sucesso foi fruto da sorte. Francisco explica que é fruto de muito esforço e dedicação ao longo de quase duas décadas. Foram vários os programas com os amigos cancelados ainda na idade da juventude para se dedicar ao projeto. Mas o empresário não lamenta: “Ainda hoje acordo todos os dias e penso como no primeiro: dedicação e esforço são o caminho certo para satisfazer os nossos clientes. A Global Única significa para mim tudo o que de mais importante se pode ter para quem a braços e com muito esforço foi dando passo a passo”.

100 colaboradores e um volume de negócios na ordem dos dois milhões de euros
Capaz de gerar emprego e detentora de uma faturação relevante, a Global Única conta sobretudo com a Condomínio ao Cubo e a Allfix para alcançar esses resultados, mostrando ambas um forte crescimento e estabilização no setor.
Já a Mil Jardins e a Allbrilho são empresas vocacionadas mais para um mercado doméstico. No entanto, ultimamente, têm enfrentado novos desafios, “incluindo no setor público, o que nos permite uma prosperidade e premonições muito positivas”, acredita.
A mais jovem das empresas, a Rochatir, dedica-se ao transporte de mercadorias e serviços excecionais, “evidenciando um crescimento sustentando que, obviamente, se prende à forte experiência dos gerentes no setor”, explica.
Humildade, rigor e transparência são os valores que orientam a atividade empresarial da Global Única. Criar soluções versáteis e completas para as necessidades do cliente, num hiato temporal razoável “é para nós uma prioridade”, garante Francisco Sérgio, acrescentando que não descura a preocupação com “o rigor com as soluções apresentadas sem comprometer excessivamente o futuro dos clientes, porque estes são para nós o centro do nosso grupo”.

O caminho poderá passar pela internacionalização
Apesar de o mercado nacional estar “numa fase de primavera”, como o próprio afirma, devido aos “ciclos e alternância política”, o que aconselha contenção e planos de prevenção, Francisco Sérgio acredita que algumas das empresas do grupo têm potencial para avançar com a internacionalização. “Estamos num primeiro estado de internacionalização, que passa pela exportação. Quanto ao compromisso de algo mais internacional, não está na nossa estratégia, no entanto, não colocaremos totalmente de parte, caso se venha a proporcionar”.
Certo é que as empresas que integram a Global Única continuarão a aproveitar as oportunidades para crescer: “Os planos de fomento europeus, como é o caso do Portugal 2020, são oportunidades de negócio. A criação e modernização da produção industrial e inovação de equipamentos estruturais são áreas bastante requisitadas”, afirma.

Responsabilidade ambiental e crescimento sustentável
Quanto aos desafios futuros, um deles é encontrar mão-de-obra especializada para alguns dos setores, incluindo os mais técnicos e mais manufaturados.
À procura do equilíbrio que concilie desenvolvimento e respeito pelo ambiente, o crescimento das atividades “vai ter de ser reformulado, com um compromisso sólido junto de toda a comunidade”. O crescimento sustentável será, por isso, um dos grandes “desafios que em todas as frentes teremos de encarar e resolver”.
O empresário terminou com uma mensagem de agradecimento e desejos de boas festas: “A todos os clientes e colaboradores que, ao longo dos anos, nos fizeram crescer, agradecemos a confiança e deixamos a garantia do nosso esforço diário para continuar a merecer a confiança deles. Que nesta época possamos repousar e carregar as baterias, aquecendo os pés na lareira, para em 2018 estarmos preparados para um novo ano certamente cheio de desafios e prosperidades”.

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