“Foi um roubo o que fizeram ao Lousada, de lhe tirar a...

“Foi um roubo o que fizeram ao Lousada, de lhe tirar a sede” Francisco Barbosa

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Francisco Barbosa

Francisco José Rodrigues Barbosa foi reconhecido personalidade do ano, na Gala da AD de Lousada, que se realizou no dia 3 de março, pela sua dedicação ao clube, ao qual esteve ligado 16 anos, metade dos quais como presidente. Oriundo de Mouriz, Paredes, fixou-se em Lousada em 1973, logo após ter cumprido o serviço militar. Foi em Lousada que se tornou responsável por uma oficina de automóveis. Atualmente com 69 anos, Francisco Barbosa continua a gostar da AD Lousada, mas a saúde já não lhe permite viver esta paixão com a mesma intensidade.

Conheça melhor o percurso deste homem que deu muito de si à AD Lousada e algumas histórias caricatas nesta entrevista.

YES: Quando é que surgiu a AD Lousada na sua vida?
Francisco Barbosa (FB): Eu já havia jogado contra o Lousada pelo Paredes. Entretanto, estava no Porto a estudar e não consegui continuar nesse clube. Fui então para o Cete, onde joguei 6 anos, 3 dos quais contra o Lousada. A primeira vez que estive em Lousada foi para jogar contra a equipa local. Entretanto, comecei a trabalhar aqui em Lousada e um primo meu, o Humberto Silva, que era Presidente do Clube de Paredes, chateou-me para entrar na direção desse clube.
O Lousada nessa altura estava numa fase difícil, nos distritais. Jogava num campo de terra, com poucas condições. Um dia, estava eu numa reunião e vieram os diretores do Lousada pedir-nos ajuda: se lhes emprestávamos algum jogador. Foi aí que me reconheceram, pois sabiam que eu estava em Lousada com uma indústria de reparações de automóveis. Acabamos por ajudar com alguns jogadores e o Lousada ‘safou-se’, não desceu de divisão. Surgiu então o desafio: “Tu tens que ficar aqui no Lousada”, disseram. Eu referi que, se o Lousada não descesse, tomava conta do clube. Pensei que, como tinha realmente a minha vida profissional aqui, não fazia sentido eu estar em Paredes. Logo no ano seguinte, eu tomei conta da direção do Clube e tive o cuidado de reunir muita gente com qualidade. Eram direções de 30 pessoas, um número alargado. Começamos a trabalhar nas obras e apostamos nas camadas jovens, na formação. Não tínhamos campo de treino,  era em Romariz que fazíamos os jogos. Então, começamos paulatinamente a dar um novo nome ao clube e subimos de divisão. Entretanto, eu tive um problema, fui irradiado por dois anos…  Foi num jogo em Penafiel.


YES: O que aconteceu?
FB: Estávamos a perder com o Rio Tinto num campo em Penafiel. Estávamos para subir de divisão. Entretanto, um fiscal de linha anulou-nos um golo e eu reclamei, mas o jogo continuou. Entretanto, marcamos um golo. Estávamos a perder por 1-0 e ganhamos por 4-1. Quando empatamos, eu olhei para o fiscal de linha e disse-lhe: “Anula agora este!”. Hoje sou muito amigo dele. Mas, na altura, ele veio ter comigo e empurrou-me com a barriga. Fomos parar ao chão. Entretanto, um senhor que eu conhecia conseguiu abrir-me a porta por trás e eu fugi. Veio a polícia toda atrás de mim, fui para um monte… Depois, com a ajuda do Torres,  Presidente da Câmara do Marco, e do árbitro Fernando Ilídio, que era funcionário administrativo, fui ter com o árbitro para pedir desculpa, pois, com a adrenalina, disse coisas que não correspondem à minha maneira de ser.
Mas não foi a única vez. Depois aconteceu em Lousada também uma cena caricata. Eu vivia muito este clube e, já em Lousada, o Carlos Jorge, que é meu afilhado de casamento, virou-se contra um árbitro, pois ele havia marcado um golo assinalado como fora de jogo… O fiscal de linha espetou a bandeirola na barriga do nosso jogador. Eu estava ao lado, virei-me contra ele. A polícia prendeu-me e vieram os meus jogadores. Estes eram muito unidos a mim. Eram eles a puxar-me de um lado e a polícia a puxar do outro. Fiquei até sem as mangas do casaco, mas conseguiram levar-me para o balneário, com a polícia à espera. Sei que peguei numas calças de ganga, uma t-shirt vermelha, molhei o cabelo, peguei num saco e, ao lado do Alípio, uma velha glória do Lousada, passei pelo meio dos polícias, saí pelo meio dos jogadores… Se calhar, os os policiais ainda estão lá à espera do presidente! São passagens que nunca mais esquecemos.

YES: Recorde-nos o início do projeto no Lousada.
FB: Meti muitos seccionistas, pois para as camadas jovens são precisas muitas pessoas e, honra lhes seja feita, toda esta malta é o suporte de muitos clubes e da formação. Toda gente fala que se deve tirar os jovens dos cafés, das discotecas, dos ambientes nefastos. Toda a gente é unânime em considerar isso, mas a verdade é que, se não fosse a carolice destas pessoas que assumem estas coletividades, nada disto existia, nomeadamente os diretores, que dispõem do seu tempo a troco de nada, para irem buscar os jovens a casa para jogarem e, depois do treino, têm que os levar a casa. Nos dias de jogo, têm de estar ali. Se não fosse assim, sem a carolice desta gente toda, muitas das vezes, não era possível fazer aquilo que toda gente acha que deve ser feito pelos jovens. A Constituição prevê que se deve dar condições a todos os jovens para praticarem desporto, mas, se não fossem os clubes a tomar as rédeas… O governo e as câmaras gastam muito dinheiro na recuperação dos jovens, mas se a montante tivessem o cuidado de lhes proporcionar mais condições, poupariam muito dinheiro e teríamos uma sociedade melhor e mais capaz.
Entretanto, o Clube subiu de divisão e, numa época com grande significado para o clube, em que tínhamos subido para a segunda divisão nacional, começou a aparecer o problema de não haver condições para continuar com os jogadores amadores, que trabalhavam de dia e treinavam à noite, enquanto os outros já eram profissionais. Nós fomos dos últimos clubes a caminhar para aí. Ou seguíamos essa possibilidade ou continuávamos ali… Nem toda gente compreendeu isso, mas tinha que ser e, depois desta subida, vivemos épocas brilhantes.
Havia uma regra que eu institui: pagar o ordenado na primeira terça-feira de cada mês. Na altura, havia prémios, podia ser muito ou pouco, mas todos tinham o seu prémio. O que é que isso permitiu? Permitiu ao Lousada ir buscar jogadores, até de longe, que sabiam que receberiam. Nesta altura, os clubes prometiam e não pagavam, mas os nossos jogadores recebiam. Desta forma, conseguimos manter-nos junto desses tubarões todos, com equipas muito baratas! Precisamente pela forma como pagávamos. O que eu fazia? Como estava ligado aos automóveis, arranjava uma carrinha de nove lugares, punha um jogador a conduzir, que pegava na malta do Porto, juniores do Porto, do Leixões, do Boavista… Bons jogadores… Ele trazia-os e eu pagava o gasóleo. Jogar na Maia ou pelo Porto era igual a jogar em Lousada, pois eles não tinham despesas. Eu consegui fazer isso de uma forma suave. Formamos boas equipas e mantivemo-nos muitos anos nesta divisão. É lógico que com alguma dificuldade de tesouraria, mas conseguimos.

YES: Sentia o apoio das empresas de Lousada e da comunidade?
FB: Era outra altura, pois o comércio e a indústria de Lousada ajudavam. Também era uma forma de eles fazerem publicidade. As pessoas viam o esforço com que se trabalhávamos  e, por isso, toda a gente ajudava, além da Câmara.

YES: A sede e o campo foram feitos com a ajuda da Câmara?
FB: A sede, nesta altura, já existia. Ao contrário do que muitos falam, a Câmara deu o terreno, fez o projeto e deu aquilo que dá a todas as instituições: meia dúzia de blocos e sacos de cimento. Foi o Clube que pagou e fez a sede. Aproveitou esses sacos de cimento e os blocos que a Câmara concedeu. A sede ficou em nome da Câmara, admitindo-se a hipótese de o edifício poder ser hipotecado, por causa de dívidas. Por isso, ficou em nome da Câmara, mas a sede era do Clube. Nós ali tínhamos rentabilidade com isso, pois existia um bar a funcionar e um café. Fazíamos ali uns jogos, que eram uma fonte de receita e, por cima, tínhamos a sede social, que era importantíssima para o Clube. Acho que foi um roubo o que fizeram ao Lousada, de lhe tirar a sede, alegando que aquilo era da Câmara. É falso, porque as pessoas que ainda estão vivas sabem quem é que lhes pagou a mão de obra de toda a construção, os eletricistas, os alumínios e outras especialidades… Foi um roubo que fizeram ao Lousada, dizendo que a sede era um património da Câmara. Não. Aquilo foi sempre um património do clube e espero que a Câmara ainda vá a tempo de dar ao Lousada aquilo que lhe tirou.

YES: Vejo alguma mágoa ou tristeza…
FB: É uma mágoa… Eu ainda fui a um advogado com estes dados todos, para fazer uma providência cautelar, para que a Câmara não tomasse posse da sede, mas depois pus-me a ver… “Isso já foi há uns 4, 5 anos. Sou eu que vou agora, que já estou reformado, gastar dinheiro, se a própria direção que estava na altura não se manifestou e está tudo bem? Vou tomar conta de uma guerra que não é só minha”, pensei.  Eu sou apenas um sócio do clube. E foi com alguma mágoa que vi tudo isto acontecer. Vi nascer a sede, estive nas reuniões com a Câmara na altura, com o senhor presidente Amílcar Neto, e também o falecido Sr. José Cunha, que foi um grande presidente do clube, que me substituiu quando fui castigado, e foi no tempo dele que começaram as obras e foram acabadas no tempo do Dr. Francisco Ferreira. Foi ele quem pagou até as especialidades dessa sede. As pessoas que estão vivas podem confirmar isso.

YES: Referiu-se há pouco ao relvado. Foi tudo na sua direção…
FB: No primeiro ano não, mas depois tornou-se obrigatório termos relvados e aí, então, a Câmara, como proprietária dos campos, proporcionou o relvagem e  a inauguração, com a presença do Futebol Clube do Porto, num ambiente de festa.

YES: Foi especial para si sentir as cores de Lousada…
FB: Mesmo muito. Eu hoje sou um filho da terra. Estou aqui há quase 50 anos e a forma como fui bem recebido deu-me possibilidades de ir mais além. Na altura em que saí da tropa, tinha um curso e estava a definir o futuro. Quis o destino trazer-me para Lousada, que me recebeu de braços abertos, de uma forma que jamais poderia imaginar. Foi aqui que nasceram os meus filhos e aqui que eu quero ficar. Paredes é minha terra e a terra dos meus pais. Também não escondo essas origens, mas toda gente sabe que Lousada é a terra e o clube do meu coração.

YES: Lembra-se de um momento muito especial para si que tenha vivido nesses anos?
FB: Foram tantos, felizmente… Foram 16 anos a trazer o clube dos distritais, a lutar para não descer, a lutar para subir, conseguindo uma, duas, três vezes… E levá-lo ao nacional, até à segunda divisão. Com essa euforia toda, foi um despertar na terra, porque as pessoas nem acreditavam… Eu, como fui tendo bons relacionamentos com as pessoas da terra, fui-me  apercebendo daqueles que realmente  me podiam ajudar, arranjava sempre grupos bem alargados e conseguiu-se fazer realmente o impensável.

YES: E qual foi o pior momento para si?
FB:A nível profissional, tinha uma série de empresas e, na altura, eu estava já na Câmara como vereador. Tinha uma vida um tanto atribulada, com a preocupação de arranjar alguém dos meus vice-presidentes para tomar conta do clube, embora fosse eu quem decidia muitas das coisas. No ano do Sr. José Ribeiro Pinto, que foi toda a vida meu vice-presidente, numa época em que as coisas não estavam a funcionar, mudamos três vezes de treinador, o último dos quais era um jogador. Ganhamos quase todos os últimos cinco jogos. Por isso, a nossa equipa nem era má. Verificou-se, no entanto um contraste, pois passava-se alguma coisa com a equipa, que começou a perder e criou-se desconfiança. Depois de uns azares, descemos de divisão. Foi a primeira vez que o clube desceu. Nunca tínhamos descido em campeonato algum, mas desceu para a terceira, na altura. Então fui eu novamente tomar conta de tudo: novas contratações, algumas mudanças, nova dinâmica… Foi a época em que a vitória passou de 2 para 3 pontos. O primeiro jogo foi em Paredes. Ganhamos. O segundo jogo foi em Valongo. Os 3 pontos eram muito importantes. A cinco minutos do fim, estávamos a ganhar por 1- 0. O Agostinho, jogador da terra, entra na área, leva uma pancada e o árbitro manda andar. A seguir, um lance na nossa área e penálti contra Lousada. O guarda-redes defende. Está a ver este choque, este contraste? Começa a dar-me uma dor no peito. Eu não sabia, e acho que hoje ainda pouca gente sabe quais são os sinais de um enfarte… Sabia que estava mal, mas inicialmente achei que fosse do tabaco. Entretanto, começou a prender-me o braço esquerdo. Olhei para minha mulher e disse-lhe para me levar ao carro. Fomos logo ao hospital em Valongo. O médico, quando me viu, ficou tão atrapalhado! Logo vi que era algo sério. Uma ambulância levou-me ao hospital de São João e fiquei lá 10 dias ligado aos aparelhos. Foi bom para refletir em tudo que eu vivi, permitiu-me avaliar tudo que passei. E a ordem do cardiologista: “Você nunca mais pode entrar num campo de futebol e ver o Lousada..”. A partir daí, outros deram continuidade ao trabalho. As pessoas iam-me contando o que se passava e conseguimos subir de novo à segunda divisão nacional. O projeto tinha sido feito comigo. Eu já queria deixar há muitos anos, mas o falecido Dr. Mário Fonseca, que esteve sempre comigo, outro grande lousadense, como presidente da Assembleia, não me deixava sair. Mas, depois disto, não tive mais possibilidades de continuar. Foi um penálti defendido duas vezes!

YES: Como viu este declínio mais recente do AD Lousada?
FB: O que aconteceu em Lousada aconteceu também em muitas empresas e noutros clubes. Se repararem, clubes que andavam bem, como Felgueiras, Marco, Maia, tal como muitas empresas, devido ao choque económico no país, não se acautelaram. Eu tive o cuidado de alertar para isso, previ isso à distância, porque a Câmara atribuía um subsídio, mas nunca se preocupou se esse subsídio estava a ser bem executado. O que eu previa já nesta altura, porque eu via as coisas a cair, era que a Câmara devia obrigar, no princípio de cada época, fosse quem fosse a direção, a fazer um orçamento para época, aprovado em assembleia geral, e deveria indicar um presidente do concelho fiscal, pessoa idónea da Câmara, que obrigasse a um orçamento. E a receita tinha que condizer com as despesas. Bastava isso! Porque Lousada ganhava o subsídio, gastava-o se calhar nos 3 ou 4 primeiros meses, acabavam os subsídios, eram feitos pedidos por conta e, no fim, já não havia mais dinheiro. Então, o clube perdeu-se um pouco. Um clube que vinha com aquela auréola de pagar toda primeira terça-feira do mês, de conseguir os melhores jogadores, a melhor equipa técnica, com esta imagem de clube pagador e… começaram a dever, primeiro ao fisco, à Segurança Social, começaram a cair as penhoras, as dívidas …

YES: Como vê o novo trabalho destes últimos anos, com a liderança de Sandro Sousa?
FB: Eu fiquei muito admirado. Eu conheço já o Presidente. Percebi que ele comunga das minhas ideias, de fazermos só aquilo que é possível. Eu estive agora na Gala que eles organizaram e fiquei encantado por ver o dinamismo, por ver outras modalidades e muitos jovens, grande parte no feminino, o que nunca existiu. Fiquei encantado e tenho a certeza absoluta de que o Lousada está no caminho certo. Eu espero e tenho a convicção de que Lousada brevemente vai consegui chegar onde já esteve, por mérito próprio.

YES: O que sentiu ao receber o prémio personalidade do ano?
FB: Eu procuro não me emocionar muito com essas coisas, mas foi  uma alegria muito grande, pois vejo que as pessoas não se esqueceram de tudo o que passei, do meu trabalho no clube, do tempo que passei ali e dos problemas de saúde que acabaram por ditar a minha saída do clube. Ainda hoje, pessoas de outros clubes e o próprio atual presidente o diz: as pessoas ainda me veem como presidente! Eu já recebi alguns prémios. Tenho felizmente todos os prémios, mas este é muito importante, é o reconhecimento destas pessoas de tudo o que fiz pelo clube.

YES: Acredita que um projeto como este conseguirá de novo ter a mística do passado?
FB: Se calhar, as coisas hoje estão bem diferentes. Na altura, nós tínhamos o Caíde, o Aparecida e umas 2 ou 3 freguesias, que jogavam no futebol amador. Hoje quase todas as freguesias têm um clube e é muita gente. Nós tínhamos muitos sócios. Ainda há dias faleceu uma pessoa que vinha sempre ver o Lousada, era um padre de Lousada, que estava em Amarante, e que vinha aqui ver todos os jogos. Vinha ter comigo e dar-me os parabéns. Muita gente vinha de fora com ligações à Associação Desportiva de Lousada. E hoje, se calhar, com todas as freguesias tendo um clube, se houver um jogo em Lousada, com um clube da terra, eles ficam por lá. Como o AD Lousada caiu neste buraco do qual está agora a sair, enquanto não conseguir erguer-se a um nível superior, não vai ser fácil conseguir atrair todos esse sócios, que poderão andar ainda dispersos ou até ir buscar outros. Mas acredito que, com a forma como a AD Lousada está a conseguir isto, que é bonito, com tantos jovens da terra a praticar desporto, as pessoas nunca mais vão esquecer o emblema e aquela camisola e amanhã, estando onde estiverem, vão ser sempre uns apaixonados pelo clube. Isso é importante, independentemente do resultado: conseguirmos ter ali uma base de jovens da terra formados no clube é uma forma também de precaver o futuro e acho que o AD Lousada, se continuar assim, vai conseguir os seus objetivos.

YES: Referiu há pouco a injustiça da AD Lousada ter perdido a sua sede. Acredita que ainda estará a tempo de se conseguir uma solução?
FB: A Câmara está atenta. Sei que há pessoas na Câmara preocupadas com isso: devolver ao clube aquilo que é do clube. E eu espero que a Câmara Municipal de Lousada o consiga o mais rapidamente  possível, porque eu até fico admirado como é que um clube com o dinamismo que eu estou a ver não tem uma sede social, não tem um bar, que é o básico, que é uma forma de todos se juntarem, os novos e os velhos, juntos e unidos naquele clubismo, que é importante. Eu acho que há pessoas preocupadas e espero que o façam o mais rapidamente possível, pois é algo importante e é algo verdadeiro. Se a Câmara o fizer, está a devolver aquilo que era do clube.

 

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