Pedro Machado: “Dimensão incomensurável na afirmação do concelho”

Pedro Machado: “Dimensão incomensurável na afirmação do concelho”

RALLY DE PORTUGAL 2018

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É por demais evidente que este é o evento desportivo, e não só, com mais retorno mediático e económico em Portugal, como comprovam os estudos realizados que apontam para um retorno de 137 milhões de euros num investimento público de cerca de três milhões.
Fundamentando-se nesses estudos que o presidente da Câmara Municipal de Lousada, Pedro Machado, que foi uma das vozes mais ativas, juntamente com o homólogo de Fafe para o regresso do rali ao norte de Portugal, não tem dúvida de que esta foi uma aposta ganha.“Para nós é um privilégio termos aqui os primeiros quilómetros cronometrados do Rally de Portugal, porque em Lousada vive-se e há paixão pelo rali e para além da vertente mais lúdica, sobretudo do ponto de vista económico é determinante conseguir realizar-se este tipo de provas aqui na região e em concreto no concelho, porque são provas que trazem um retorno económico muito grande. Evento importantíssimo do ponto de vista económico, mas eu costumo dizer que mais importante que aquele retorno imediato, do dia e dos que antecedem a prova, é aquilo que é muito difícil de medir, mas que seguramente tem uma dimensão muito grande, incomensurável que é a afirmação do concelho e da região no contexto nacional e internacional. Lembro que esta prova é transmitida em direto para 150 países. Portanto, foi assim que há uns anos atrás Lousada conseguiu afirmar-se e é assim que entendemos que podemos alavancar ainda mais esta marca Lousada através do desporto automóvel”.
O autarca defendeu ainda a importância de transmitir a paixão às gerações mais novas, uma campanha que a autarquia vem promovendo desde o ano passado: “Entendemos que é importante manter a chama bem viva. É natural para a minha geração e para os mais velhos manterem este gosto pelo rali, mas é também importante incutirmos nos mais novos esta paixão, este gosto e por isso, pelo segundo ano consecutivo, lançamos a campanha junto do ensino secundário, convidando os alunos a assistir a esta prova e temos cá mais de mil alunos”.

Financiamento para 2019 ainda não está assegurado

Nos últimos anos o financiamento tem sido assegurado pelas autarquias visitadas pela caravana do Mundial com o apoio dos fundos da União Europeia através da afectação de 882 mil euros do Norte 2020. Este ano o Turismo de Portugal avançou com cerca de 250 mil euros, verba muito aquém do milhão de euros que subsidiava quando o rali decorria no Algarve. Terminada a edição deste ano, o autarca direciona já” todas as nossas energia para se conseguir manter aqui o melhor rali do mundo” e nesse sentido já se trabalha para a edição de 2019: “Há a dificuldade de assegurar o financiamento, porque é uma prova que requer muito investimento e as câmaras municipais já estão a fazer a sua quota-parte e é importante que a partir da próxima segunda-feira (após final do rali), todos nós comecemos a trabalhar no sentido de garantir o financiamento da próxima prova. Ao que tudo indica uma componente do financiamento que tem vindo a ser assegurado através dos fundos comunitários não será possível. Este ano já tivemos um contributo importante do Turismo de Portugal, na ordem dos 250 mil euros, e o que nós defendemos é que esse contributo seja reforçado a exemplo do que já acontecia quando a prova se realizava no Algarve”.
Pedro Machado não vê grandes fundamentos nos rumores que dão conta de que a prova possa mudar de local, muito menos de que a prova portuguesa deixe de integrar o Campeonato do Mundo: “Estamos a falar do maior evento desportivo que se realiza em Portugal e naturalmente pela envolvência económica que ele tem é muito desejado por muitos países e são cada vez mais os interessados em ter um rali a contar para o campeonato do mundo e naturalmente que isso há-de ser sempre um problema, um perigo, agora se Portugal continuar a organizar da forma impecável como o tem conseguido, se o público continuar a respeitar as orientações da organização e se tudo correr como tem corrido, seguramente que Portugal tem todas as condições para manter”.
Uma das hipóteses avançadas tem sido a deslocação para a zona centro do país para os míticos troços de Arganil, mas já esta quarta-feira, dia 23, Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte disse não acreditar que, face a “todos os resultados” o Governo “vire as costas” à região, deslocalizando a prova para outra zona do país.

Carlos Barbosa
“Lousada é sempre Lousada”

“Isto é uma maravilha. Tem muito mais gente que o ano passado. Lousada é sempre Lousada. Somos sempre muito bem acolhidos pelo público de Lousada. É uma das capitais portuguesas do automobilismo e obviamente que eu fico muito contente de ver esta Super Especial completamente cheia. Esta especial representa a bandeira de xadrez do rali e onde os pilotos podem começar a aquecer as mãos e os pés para no dia seguinte entrarem nos troços do rali, mas é fundamental termos um espetáculo como Lousada. Dá prazer vir a Lousada e ver esta especial com este público”.
Quanto à possibilidade de Portugal deixar de receber os WRC’s, o dirigente foi pragmático: “Desde que as entidades oficiais continuem a apoiar, o Rally de Portugal que é considerado o melhor rali nunca sairá do campeonato do mundo”.

Jorge Simão
“Devemos ter tido a melhor casa”


“Correu bem. Boas corridas, bons carros, bom tempo. As criticas que recebemos é que estava tudo fantástico, muito bem organizado. Toda a gente nos deu os parabéns e percebeu que estava bem organizado. Devemos ter tido a melhor casa destes quatro anos que recebemos a Super Especial do Rally de Portugal. Se é a melhor Super Especial ou não… vamos ver nos comentários que virão a seguir”, congratulou-se Jorge Simão, presidente do Clube Automóvel de Lousada, responsável pela organização, revelando que ano após ano as exigências são menores em termos organizativos, porque a experiência é maior: “Depois de ter a máquina montada, não digo que seja fácil, mas não é tão difícil. O clube está preparado para organizar este tipo de eventos sem qualquer problema. Tenho a certeza que Lousada continua a ser uma grande referência no desporto automóvel”.
O vencedor final foi Thierry Neuville, piloto belga da Hyundai, construtor que também ganhou pela primeira vez e, Portugal e Armindo Araújo venceu entre os lusos.

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