As Modas (III)

As Modas (III)

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Os Malhões propriamente ditos e os diversos tipos apresentados pelos Grupos Folclóricos, nas suas representações (Malhão do Norte; Malhão da Nossa Terra; Malhão Roubado; Malhão de Palmas, Rusga; Verdegar; Cana Verde e outros…) são mais modas domingueiras, e executadas antigamente a caminho das Festas e Romarias. Quando os romeiros iam a pé, pois não havia carros, paravam pelo caminho e cantavam e dançavam, tornando o caminho mais curto e alegre.

“O Verdegar” e a “cana-verde” também era executadas nos finais dos trabalhos do campo nomeadamente da espadelada, da desfolhada e por vezes, ao fim de um dia de trabalho, ainda havia folego e estofo para um “pé-de-dança”.Os Malhões propriamente ditos e os diversos tipos apresentados pelos Grupos Folclóricos, nas suas representações (Malhão do Norte; Malhão da Nossa Terra; Malhão Roubado; Malhão de Palmas, Rusga; Verdegar; Cana Verde e outros…) são mais modas domingueiras, e executadas antigamente a caminho das Festas e Romarias. Quando os romeiros iam a pé, pois não havia carros, paravam pelo caminho e cantavam e dançavam, tornando o caminho mais curto e alegre.

“O Verdegar” e a “cana-verde” também era executadas nos finais dos trabalhos do campo nomeadamente da espadelada, da desfolhada e por vezes, ao fim de um dia de trabalho, ainda havia folego e estofo para um “pé-de-dança”.O Grupo Folclórico e Cultural As lavrador do Vale do Sousa de Meinedo, Lousada dança a seguinte “moda” intitulada – O MALHÃO ROUBADO (uma moda que era executada no adro da Igreja, debaixo do carvalho frondoso da terra ou no largo da freguesia. Normalmente não era executada nos finais dos trabalhos do campo pois era muito longa e cansativa e poderia durar a tarde inteira desde que o tocador estivesse disposto a tal. Já se ouvia ao longe o tocador da viola e a roda começava logo a ser formada.

O tocador integrava-se na roda e por vezes, os pares não estavam devidamente “casados”, normalmente mais moços do que raparigas. Portanto, tinham que “roubar” o par ao amigo com quem dançavam, para todos também poderem dar um “pé de dança”. E, dentro da maior alegria lá se iam substituindo uns aos outros… No entanto, havia sempre alguém que não gostava da “brincadeira” e lá vinha um “enxerto de porrada”!…

A moça que calhasse em “sorte” ao tocador, não mais poderia ser “roubada” pois este ficava zangado e ia-se embora. Acabava a dança!…) e canta-a da seguinte maneira:

I

Apaixonado!…

Meu Amor canta comigo

Que eu estou apaixonado.Apaixonado!…

Meu Amor canta comigo

O nosso Malhão Roubado.

II

Anda comigo!…

Meu Amor anda comigo

Vem aqui p’ra minha beira.

P’ra minha beira!…

Vamos dançar o malhão

Todo o dia e a noite inteira.

III

Cá p’ra baixo!…

Ó luar da meia noite

Alumia cá p’ra baix

oCá p’ra baixo!…

Eu perdi o meu amor

Às escuras não o acho.

IV

Abençoada!…

Linda terra é Meinedo

É uma terra abençoada.

Abençoada!…O lugar é Romariz

O concelho é Lousada.

Os Viras com as suas variantes, tanto musicais como na maneira de os dançar (Vira de Roda, Vira de Quatro, Vira Vareiro, Vira “Estrepassado” – Trespassado,  Vira “Afandangado” – tipo Fandango no Algarve, Vira “Valseado”- tipo valsa(dança de dois ou três tempos moderados), Vira-Flor, Vira de Trempe, Vira Galego, Vira ao Desafio, Vira Poveiro, etc) “levam-nos” até à sua característica nitidamente “erótica”, não obstante possuir um certo ar solene. Denotam um ritual autenticamente pagão ou cerimonial da fecundidade.

 Na nossa região do Vale do Sousa, desde os viras de roda, aos trespassados, valseados e ao desafio : – “O Vira do Linho”; “O Vira de Quatro”; “O Vira Velho”; “O Vira Virado”; “A Dobadoira “; “A Galega”; etc… “levam-nos” até à usa singeleza mas com contornos efetivamente virados para o galanteio!…

 E, o Grupo Folclórico canta assim o VIRA VELHO:

I

Lá, lá, lá, lá, lá… (bis)

Se eu falasse com Deus

Duas coisas lhe pedia

Lá, lá, lá, lá, lá… (bis)

Uma era a Salvação

Outra a tua companhia (bis).

II

Lá, lá, lá, lá, lá… (bis)

Meu Amor procura agrados

Não procures formosura

Lá, lá, lá, lá, lá… (bis)

Formosura sem agrados

É pior que a noite escura

Ai!… é pior que a noite escura.

III

Lá, lá, lá, lá, lá… (bis)

Meninas virai, virai

As costas à “Viração”

 Lá, lá, lá, lá, lá… (bis)

Eu também me vou virar

 Para o vosso coração!…

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