Novos investimentos para Lousada

Novos investimentos para Lousada

Lousada vai ter um novo mercado municipal: um espaço arrojado, moderno e atrativo.

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Pedro Machado aproveitou a reunião de câmara para anun­ciar vários investimentos para o concelho de Lousada, sendo uma das grandes novidades a construção de um novo merca­do de raiz: “Tínhamos previsto fazer obras no mercado, que não reunia as exigências le­gais. Inicialmente, julgávamos não ser possível sair do espaço onde estávamos por força das regras dos fundos comunitá­rios e tivemos a oportunidade de esclarecer isso. Surgiu a oportunidade de fazer um ou­tro tipo de intervenção e ulti­mamos as negociações deste terreno ao lado do Pelourinho. É um espaço de 2 900 metros. Adquirimos o terreno pelo va­lor de 450 mil euros”. O au­tarca passou, então, a explicar em que consiste o projeto: “A ideia é fazer um mercado de raiz. Queremos apostar aqui num projeto de arquitetura ar­rojado, que suscite o interesse e a curiosidade das pessoas e que, sobretudo, seja capaz de ter condições para que os comerciantes possam desen­volver a sua atividade num espaço moderno e atrativo. O projeto está a ser desenvol­vido, vamos ver se ainda no final deste ano conseguimos ter condições para apresen­tar a candidatura” referiu o autarca, apontando que uma das possibilidades para o atu­al mercado, que também vai sofrer uma requalificação, é a implementação de uma incu­badora de empresas.

Está por “um es­tudo” Lousada ter um campo de gol­fe de 18 buracos

As novidades continuaram, tendo o autarca explicado que uma pretensão já antiga dos proprietários da Quinta dos Ingleses poderá ser uma realidade: “Não posso para já dar certezas, só o investidor a terá. Existe por parte da câma­ra uma vontade muito grande para que seja uma realidade. Eu acredito nisso, pois os pro­prietários estão muito interes­sados, dizem que há investido­res muito interessados nesse investimento. Precisam do li­cenciamento aprovado, e para isso é necessário um estudo de impacto ambiental, que já está a ser desenvolvido. Se se vier a confirmar, será muito bom, não só para o concelho como para a região. Este projeto terá uma componente residencial e uma componente de hotela­ria.”, explicou Pedro Machado, acrescentando que este proje­to será distintivo pelo cuidado ambiental que vai ter, pois está inserido numa zona sensível do ponto de vista ecológico. Segundo o edil, os promotores têm esta noção e, em conjunto com o arquiteto, querem que este selo ambiental seja uma marca do projeto.

Pista de Pesca Desportiva: o pro­jeto está aprovado e vai avançar

Confrontado pela oposição em relação à promessa da pista de pesca desportiva em Caíde de Rei, Pedro Macha­do explicou que a mesma vai avançar. O projeto está pronto e será complementar a todo este projeto do campo de golfe. Não“belisca em nada o proje­to, sendo até uma mais valia”, afirmou.

Lousada vai ter a Casa da Juventude

Outra das novidades é em relação à juventude. Trata-se de mais uma promessa que o executivo pretende concre­tizar. Para isso, foi escolhido o edifício do Parque Urbano: “É uma casa que nos propu­semos concretizar. Temos um espaço para o efeito, que é no centro da vila, nomeadamente no edifício do Parque Urbano. Aproveitando o espaço Inter­net e o piso inferior desse edifí­cio, temos ali espaço suficiente para conceber um projeto que vá ao encontro das expecta­tivas dos nossos jovens. Terá diversas valências, uma das quais referenciada no último orçamento participativo jo­vem da juventude. Um grupo de jovens apontava como uma necessidade para desenvolver melhor os seus talentos ter um espaço próprio para os seus ensaios e potenciar também este diamante que nós temos, o conservatório Vale do Sousa. Além de outras, esta será uma das valências importantes”, explicou o autarca ao Yes Lou­sada.

Grandes investi­mentos para o tu­rismo em Lousada para breve

Em relação ao turismo, Pe­dro Machado adianta-nos que o concelho tem suscitado inte­resse por privados nesta área do turismo e da hotelaria, re­ferindo que em breve surgirão novidades muito boas para o concelho com novos investi­mentos avultados.

Ampliação do Auditório e a efi­ciência energética dos edifícios são prioridades

Quando questionado sobre o orçamento, Pedro Machado referiu a importância de apro­veitar os fundos comunitários e, nesse âmbito, elencou algu­mas obras e alguns projetos que vão avançar.

Um dos investimentos para o próximo ano será a amplia­ção do Auditório Municipal, que sofrerá um aumento de um terço do atual, aumentan­do a sua lotação para mais de cem lugares. A requalifica­ção da Biblioteca Municipal e a continuidade da aposta na eficiência energética são ou­tras prioridades: “Temos outro trabalho para fazer, neste caso nos edifícios municipais, quer sejam estes onde estão a fun­cionar os Paços do Concelho, como o edifício técnico, quer sejam as escolas. Há dezenas de candidaturas para o efeito. Por um lado, resolvemos um problema dando mais conforto às escolas e, por outro, reduzi­mos a nossa fatura energética e, portanto, criamos condições para que no futuro as despe­sas correntes sejam menores, dando assim possibilidade de termos mais investimento no futuro”, concluiu Pedro Ma­chado

Área Metropoli­tana do Porto ou uma nova CIM para os concelhos do Vale do Sousa?

Para Pedro Machado, os mu­nicípios do Vale do Sousa têm sido prejudicados pelo facto de não serem considerados nos programas para os muni­cípios de baixa densidade nem para os urbanos. Por essa ra­zão, estão a ser feitos estudos para que no futuro estes con­celhos sejam compensados no próximo quadro comunitário.

Quando confrontado com a possibilidade de seguir o exemplo da cidade de Paredes, entrando na Área Metropolita­na do Porto, Pedro Machado não refuta essa possibilidade adiantando que existem ou­tras opções que estão a ser analisadas: “Ainda hoje na reunião da Associação de Mu­nicípios do Vale do Sousa se aprovou a realização de um estudo para enquadrar todos os cenários futuros para esta entidade. De facto, temos be­líssimos exemplos do que foi esta parceria. Refiro-me à Rota do Românico ou até à criação da Ambisousa. Há um capital de experiência que não nos cativa à extinção. Sendo a CIM atual tão disforme, com realidades tão diferentes, não têm sido fáceis de ultrapassar estes problemas. O que foi pe­dido é que fossem verificados todos os cenários, respetivas vantagens ou inconvenientes, quer seja da própria extinção da associação, quer seja da integração de alguns municí­pios na Área Metropolitana do Porto, quer seja a reconfigura­ção da CIM, com a criação de uma nova, com os municípios do vale do Sousa, pois temos massa crítica para o efeito. Portanto, todos esses cenários estão em cima da mesa, e cada um de nós vai ter acesso a este estudo e só depois disso é que vamos decidir”.

“Não gosto de ser pequeno no meio dos grandes”, Pe­dro Machado

Sobre a sua opinião em re­lação á possível entrada do concelho de Lousada na área Metropolitana do Porto, o au­tarca não coloca de parte essa possibilidade demonstrando que acredita na potencialida­de do Vale do Sousa: “Segu­ramente há de ter desvanta­gens. Terá vantagens? Vamos ver o que estudo nos diz. Eu não gosto de ser pequeno no meio dos grandes. O Vale do Sousa tem massa crítica, quer seja em termos de população, quer seja em volume de negó­cios e nas exportações, o que pode justificar aqui um olhar diferenciado e uma atenção devida por parte da tutela, que não tem existido. Revia-me, neste momento, num modelo que tivesse como centro o Vale do Sousa do que numa área metropolitana mais alarga­da, mas estou disponível para equacionar todos os cenários. Só depois de os conhecer me­lhor é que podemos decidir.

Manuel Pinho