Mais justiça menos desigualdades

Mais justiça menos desigualdades

0
COMPARTILHE
Anabela Moreira CDS-PP Paredes

Atualmente vivemos numa sociedade em constante mutação, influenciada por uma acelerada revolução tecnológica, onde cada vez mais o ser humano se isola, como uma ilha.
As alterações dos valores sociais refletem novas formas de viver em sociedade, e a igualdade, a fraternidade e o humanismo são constantemente esquecidos ou substituídos pela futilidade do momento.

O que há pouco tempo era tido como “um simples ato” ou “ato sem relevância” por todos nós, agora tornou-se um espetáculo mediático que motiva, em segundos, centenas de comentários ou reações contra ou a favor, todos opinam sobre tudo mas continuam sozinhos.

Claro que devemos dar atenção aos pormenores que possam ser benéficos para a nossa sociedade e em concreto para o nosso município.
Exaltar os nossos heróis e os nossos concidadãos.
Mas será que devemos (sobre)viver apenas de publicações? Notícias? Fotografias? Frases editadas?

Algumas pessoas esquecem-se que vivemos em sociedade e por isso não somos apenas indivíduos numa comunidade, mas antes uma parte de um todo.
Não somos apenas um cartão de eleitor a transformar em votos nas próximas eleições.

Somos sim seres humanos com necessidades diárias básicas que quem elegemos deve ter como guia de rumo.
Igualdade descrita na constituição como “Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efetivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;”

Mas, na realidade, verificamos as desigualdades em setores como o emprego, educação, rendimentos e riqueza, saúde e equipamentos básicos.
Será que o habitante do Sul tem mais privilégios do que o do Norte?

Esperem! Não estamos a falar do País ou da Europa (seria igual), mas sim do nosso concelho de Paredes.
O investimento não é proporcional a todo o concelho, existem populações esquecidas há anos.

O que originou uma discrepância ou centralização de equipamentos básicos que deviam estar ao dispor de toda a comunidade e não de uns privilegiados?
Será que vivemos num concelho onde apenas alguns interessam e onde o mais importante são as raízes dos que estão no poder?
Onde andam as pessoas que andaram a distribuir cabazes à população antes das eleições?

Será que os idosos só são pobres apenas nessas alturas e ricas depois da “cruz” no boletim?
E as medidas para ajudar os idosos ficam mais uma vez na gaveta.
Para um concelho que diz viver no século XXI, numa sociedade que tenta erradicar a pobreza, tem a dois passos dos paços do concelho um bairro de lata.
Onde está a inclusão dessas pessoas?

E porque é que as crianças de algumas freguesias têm de ficar na rua porque os pais não têm onde as deixar durante as férias ou depois do horário escolar?

Só quando acontece uma tragédia é que se lembram da população ou em alturas de eleições, com promessas de desenvolvimento e a implementação de equipamento base.
Sim, vivemos um momento de crise de valores no nosso concelho.
Somos todos desiguais.

Anabela Moreira
CDS /PP Paredes

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA