Assembleia Municipal de Paredes

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Ambiente e urbanismo em destaque

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Ambiente e urbanismo em destaque

Uma moção apresentada pelo CDS-PP, na última Assembleia Municipal, sobre transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, foi aprovada apenas com o voto do elemento da bancada centrista, tendo os 41 membros do plenário (PS, PSD e CDU) optado pela abstenção. A referida moção reconhece que a descentralização é importante para o desenvolvimento económico e social, mas acrescenta que o Governo deve assegurar e garantir todos os meios, técnicos e financeiros, para que a assunção de novas competências pelo poder local possa ser bem sucedida. Para José Ribeiro da Silva, estas questões não estão claras, sendo urgente esclarecer as autarquias locais e as entidades intermunicipais.

A partir de janeiro a Ambisousa irá recolher o lixo diferenciado no concelho de Paredes

Outro assunto abordado na assembleia foi o problema da recolha do lixo no concelho. Alexandre Almeida anunciou que a empresa Ambisousa, a partir de janeiro, irá efetuar a recolha do lixo diferenciado: “Porque a Ambisousa é um empresa que pertence à Associação de Municípios do Vale do Sousa, a partir de janeiro, vai fazer a recolha nos cinco municípios. O contrato já foi assinado e vamos ter a recolha do lixo diferenciado por esta entidade, que fez um investimento em dez camiões e vai fazer a recolha nesses cinco municípios. A partir de janeiro a situação fica resolvida. A lavagem e desinfeção de contentores já está em curso, é a própria Ambisousa que as está fazer”, respondeu o autarca ao presidente da Junta da Sobreira, João Gonçalves.

Respondendo às questões do deputado Joaquim Bessa do PSD, Alexandre Almeida disse que a Casa do Zé do Telhado é uma propriedade particular, não fazendo parte das suas prioridades, “tenho outras, nomeadamente a nível de habitação social. A seu tempo iremos ver.” . Já sobre o realojamento da comunidade cigana, essa sim considera-a uma prioridade. Explicou que já se conseguiu realojar algumas pessoas de etnia cigana nalgumas habitações, com rendas mais baixas, mas ainda não foi possível resolver esse problema em relação a toda a comunidade.

Relativamente à iluminação pública referida pelo deputado, Alexandre Almeida informou que em breve serão lançados novos concursos para toda a área metropolitana do Porto, com exceção das localidades onde existem as cooperativas, caso de Lordelo e Rebordosa, entre outras. Um aspeto novo é que a iluminação pública fica fora desses concursos: “Nós até agora concessionávamos a iluminação pública à EDP, que geria e nós pagávamos a eletricidade. Quem vai passar a gerir a iluminação pública serão os municípios. Aí vai ser mais fácil fazermos investimentos, como a substituição da iluminação para Led. É isso que vamos procurar fazer certamente a partir do próximo ano”, informou o autarca.

Sobre a prova de todo o terreno de Trial ter passado de Gandra para Vandoma, Alexandre Almeida explicou que foi a organização que propôs a freguesia de Vandoma, e não viu nenhuma estranheza nesta situação, dado que noutros anos a prova esteve em Rebordosa. “O importante é que a prova seja feita no concelho de Paredes”, salientou.

*O município adquiriu uma espalhadora de asfalto*

Em resposta às questões de Salomé Santos, presidente da Junta de Freguesia de Rebordosa, sobre as obras em falta na freguesia, Alexandre Almeida anunciou que a autarquia comprou uma espalhadora de asfalto usada, no valor de quarenta mil euros, e que já a partir deste mês estará em funcionamento:

“Temos já ruas identificadas em Cete, em Sobrosa e Rebordosa, por todo o lado. A partir de outubro vamos começar em Cete a pavimentar algumas ruas.

Vamos fazer muito mais com muito menos” garantiu.

Albertino Silva, Presidente da Junta de Freguesia de Parada Todeia expressou a sua preocupação pela situação recente de poluição no Rio Sousa.

Alexandre Almeida agradeceu ao autarca a forma como foi gerida a situação: “Agradeço o que o autarca de Parada de Todeia fez. Sempre que houver um foco de poluição, consegue-se ver de onde ele veio e consegue-se resolver.

Felizmente foi da ETAR, e é uma situação imprevista, que não vai voltar a acontecer”, explicou o presidente da Câmara.

Água e Saneamento

Em relação às questões sobre o preço da água, por parte de Jorge Silva do CDS, que até foram motivo de uma petição pública apresentada pelo próprio partido, Alexandre Almeida explicou todo o processo com a entidade BeWater, considerando que a autarquia tem de dar alternativas para resolver o problema: “Os ramais têm de ser gratuitos para a população, mas será a Câmara Municipal a suportar este esforço para mudarmos este cenário. Se não invertermos o rumo das coisas, não vamos ter a água mais baixa. Já foi assumido pela concessionário que toda a zona sul do concelho vai passar a ser da Câmara Municipal, mas com o nosso compromisso e inverter este cenário. A 30 de julho de 2018 estão disponíveis água e saneamento para cerca de 35000 casas. Neste universo, estão disponíveis para ligação 28000 casas, mas apenas 18 mil é que fizeram esta ligação e destas apenas 4 065 têm ligação feita mas não consomem água, têm poço. Temos de inverter este cenário. Manter o preço da água e conseguir descê-lo. Já foi aceite pelo concessionário que os subsistemas sejam entregues ao Município. Contamos com fundos comunitários para avançar com o saneamento na zona sul do concelho”, afirmou.

*Câmara vai adquirir a Adega cooperativa de Paredes*

Alexandre Almeida, sobre a questão das Laranjeiras, explicou que “vai ser hoje votada aqui a alteração de zona de construção para zona de equipamento e ainda esta semana recebemos o acordo por parte do estado de que aquela área pode ser reconhecida como de interesse municipal. Depois da aprovação aqui, tenho dúvidas se vou aguardar, ou se avanço já para a expropriação daquele equipamento de que Paredes precisa. Nesta alteração do PDM, existe um outro equipamento que temos que adquirir: é a Adega Cooperativa. Das poucas alterações é manter aquilo como zona de equipamento. Se for aprovado, o que posso dizer, assim que consigamos melhorar as condições financeiras da Câmara, é que vamos adquirir aquele equipamento que será útil ao concelho”.

A diferença entre dívida e passivo

A questão da dívida da Câmara regressou na última Assembleia Municipal de Paredes. Respondendo a Soares Carneiro, que evocou o relatório certificado pelo revisor de contas em dezembro de 2017, a dívida era de 50,6 milhões e não os 100 milhões referidos na campanha por Alexandre Almeida”.

Alexandre Almeida insistiu na diferença entre passivo e dívida e garantiu que o que referiu no passado foram os 100 milhões de passivo, o que se verifica na atualidade, garantindo que a partir de 2019 o passivo não será aumentado. “A Auditoria está em curso, em breve teremos novidades”, respondeu ao repto de Soares Carneiro sobre a auditoria às contas do Município.

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