“Noturno”

“Noturno”

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Donzília Martins

É no silêncio escuro da madrugada

Que teço loas à vida e, acordada,

Vou passando poesias pelos dedos.

Depois quando amanhece pego na pena e passo

O que me ditou a noite e então abraço

A claridade da manhã aureolada de enredos.

Assim, já não sei que poesia eu retive na memória!

Porque a luz as apagou e agora nova história

 Se desenha ao meu penar!…

Em flúvios canais se encobriu o sol

E todo o meu verso voou em arrebol

Sumiram-se as estrelas sem acender o luar.

Outrossim, estendo o olhar pela janela:

 Um passarinho canta, uma pomba pousa nela

E até as sombras são inspiração.

No monte uma coluna de fumo sobe

 As cores aclaram a brisa beija e já não chove

E a oliveira abana como uma bênção.

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