Falta de golos e entendimento entre treinadores no empate entre Aliados e...

Falta de golos e entendimento entre treinadores no empate entre Aliados e Vila Caiz

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O Aliados de Lordelo recebeu o Vila Caiz, num jogo que terminou empatado, sem golos. A partida ficou marcada por uma troca de acusações entre os treinadores de ambas as equipas.

O Aliados entrou em campo disposto a vencer frente aos seus adeptos, no último jogo em casa para o campeonato, no ano de 2018.

O conjunto de Nuno Braga quis, desde o início, assumir o controlo do encontro e conseguiu criar algumas situações de golo e evitar as transições de jogo do Vila Caiz, durante os primeiros 20 minutos.

A falha de decisão no último passe e nos momentos de finalização complicou as contas aos lordelenses, que não conseguiram concretizar.

Na segunda metade do primeiro tempo, o terreno tornou-se muito complicado, com um piso demasiado pesado, o que dificultou o jogo para ambas as equipas.

Na segunda parte, os visitantes entraram melhores e durante os primeiros dez minutos conseguiram chegar com algum perigo à baliza de Nico, sem, no entanto, acertarem na altura de finalizar.

A partir da meia hora do fim do encontro, o Aliados apostou num jogo mais direto e esteve perto de se colocar em vantagem.

Apesar das investidas, nenhuma das equipas foi capaz de concretizar e o jogo terminou mesmo empatado a zero.

Com o empate, o Aliados manteve o registo de 12 jogos sem perder e soma agora 27 pontos, ocupando o 6º lugar da tabela classificativa. Já, o Vila Caiz saiu da zona de despromoção e contabiliza 12 pontos, no 16º lugar.

Nuno Braga: “O Aliados foi a única equipa que quis jogar futebol”

No fim do jogo, Nuno Braga defendia: “Foi um jogo competitivo, como nós sabíamos que ia ser. Tínhamos noção da importância de marcar cedo no jogo, já perspetivávamos uma equipa agressiva, que ia defender-se com todas as armas e sabíamos que se marcássemos cedo teríamos mais hipóteses de sair vencedores, visto que iríamos abrir uma estrutura que passava, única e exclusivamente, por tardar o máximo possível o nosso golo. Infelizmente, não fomos felizes, mas são estes jogos que também nos fazem crescer, temos que pensar sobre o que podemos fazer melhor, como podemos furar estas estruturas e como não voltar a perder pontos contra equipas que não procuram jogar.” O treinador lordelense acrescentou ainda: “O Aliados foi a única equipa que quis entrar no jogo para jogar futebol, que não quis fazer antijogo, e que quis aproveitar ao máximo o jogo, não o interrompendo por tudo e por nada. O Aliados foi a melhor equipa em campo.”

Sobre as razões para a sua equipa não ter conseguido conquistar a vitória, Nuno Braga justifica: “Por vezes faltou-nos algum discernimento para percebermos o que o jogo precisava. Não podemos cair no jogo do adversário, e nas suas provocações, por vezes essas quezílias só atrasam ainda mais o reatamento do jogo e a forma como o jogamos. No entanto, ainda enviamos duas bolas à trave e podíamos ter feito mais golos.”

Quanto à justiça do resultado, o técnico do Aliados de Lordelo assegura: “Não pode ser um resultado justo, tudo o que se passou no jogo indiciava outro resultado, no entanto é o resultado que temos. A partir daí temos que olhar para ele como um desafio e trabalhar sobre ele. Vamos dar a resposta certa.”

O jogo ficou ainda marcado por um desentendimento entre Nuno Braga e Renato Coimbra. O treinador do Vila Caiz acusou o técnico lordelense de falta de humildade e arrogância e acrescentou ainda que o treinador do Aliados desrespeitou os seus adeptos. Nuno Braga respondeu assim: “O Sr. Renato Coimbra não conseguiu encaixar uma crítica construtiva que fiz à equipa dele e partiu para um ataque pessoal de baixo nível e mentiroso. Em primeiro lugar, dizer que se os adeptos estavam insatisfeitos, é bom sinal, é sinal que estão habituados a ganhar, é sinal que a exigência que têm sobre nós é grande, e ainda bem que assim é, isso faz-nos crescer e ser melhores profissionais. Nunca me dirigi a um treinador nos meios de comunicação social de forma pessoal, existe um respeito grande que tenho pelo trabalho que os meus colegas fazem, por isso mesmo não admito que o treinador do Vila Caiz o faça, muito mais que promova o ódio na minha equipa com declarações mentirosas, nunca fui irónico para público, pelo contrário, dou a cara quando tenho que dar, como o fiz, mais uma vez, no final deste jogo. Por último, não o cumprimentei, como não cumprimento antes do jogo, nenhum treinador adversário. Já joguei contra muitos que são meus amigos pessoais, além do mais nem sabia, nem tinha obrigação de saber, quem ele era. Naquela altura são meus adversários e não sou, nem quero ser, amigo deles antes do jogo. No final da partida, e caso o comportamento do treinador seja correto, serei o primeiro a ir felicitá-lo e a desejar-lhe as maiores felicidades. Não admito que ninguém ponha em questão a minha educação e quando tiver alguma coisa para o dizer, direi, pessoalmente, à pessoa em questão. Hoje falo assim, porque a partir do momento que não têm esse respeito por mim perdem o respeito que teria por eles. Se o treinador do Vila Caiz ficou tão chateado por eu não o ter cumprimentado antes do jogo, a realidade é que ele também não procurou cumprimentar-me, nem tão pouco, no final do jogo, se dirigiu a mim para me dizer o que pensava.”

Renato Coimbra: “Refugiou-se num argumento falso para justificar este empate”

A resposta de Renato Coimbra aos comentários de Nuno Braga e às acusações do técnico lordelense de antijogo da equipa do Vila Caiz foi: “Foram afirmações que não caíram bem no nosso grupo, por termos a certeza que não correspondem à verdade. Que fique claro que o Vila Caiz não recorreu a qualquer tipo de antijogo para conseguir atingir os seus objetivos. Sobre a pessoa em causa, não o conheço nem tive oportunidade de o poder conhecer. As minhas declarações baseiam-se naquilo que foi a sua análise ao jogo, respeitando sempre a opinião dos outros. Achei que não respeitou a Instituição GCD Vila Caiz e desvalorizou o trabalho feito pelos jogadores do clube que estão num campeonato a lutar com armas desiguais contra estas equipas. Refugiou-se num argumento falso para justificar este empate. Acho que devemos primeiro, ter sempre um sentido crítico para aquilo que não fazemos.”

Sobre o jogo, o treinador do Vila Caiz analisou: “Sabíamos que ia ser um jogo com um grau de dificuldade máxima, porque íamos defrontar uma das melhores equipas deste campeonato e porque estavam moralizados pela sequência de 11 jogos sem perder.”

Para Renato Coimbra, à sua equipa faltou “o que tem faltado noutros jogos, mais frieza, mais tranquilidade e mais competência no último terço do campo e na hora de finalizar. No entanto, os nossos jogadores foram premiados com a conquista deste ponto, por aquilo que trabalharam e pela competência que mostraram.”

Sobre a justiça do resultado, o técnico do Vila Caiz garante. “Sem dúvidas que foi um resultado justo, conseguido com muito mérito pelos nossos jogadores.”

Por: Cristina Borges


Ficha de jogo

Local: Estádio Cidade de Lordelo

Árbitro: Alexandre Machado

Aliados: Nico; Rui Alves; Celso; Pinto; Hugo Silva (Silvério, 67’); Hugo Costa (Agostinho, 44’); Coelho; Pedrinho; Diogo Brandão; Fonseca (Parada, 85’); Gilmar (Maurício, 67’)

Treinador: Nuno Braga

Vila Caiz: André; Cláudio; João André; (João Reis, 44’/João Pereira, 80’); Alves; Diogo Sholin (Tiaguinho, 63’); Diogo; Seixas; Dany; Queirós (Reis, 80’); Vieira; Martins

Treinador: Renato Coimbra

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