Paredes vence em dias de festa

Paredes vence em dias de festa

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O União Sport Clube de Paredes recebeu e venceu a equipa do Penalva do Castelo, por 2 – 0. A equipa de Eurico Couto deu assim uma alegria aos adeptos que compareceram em grande número no estádio, numa semana em que o clube paredense comemorou 94 anos de existência.

A festa começou bem cedo, logo aos sete minutos, Madureira levou os adeptos ao rubro. Numa jogada individual, pelo corredor direito, o camisola 14 do Paredes driblou dois adversários e atirou para o fundo da baliza de Diogo Freire, fazendo assim o 1 – 0.

Logo a seguir, Ema podia ter feito o segundo. Um canto a favor dos da casa batido por Jorginho para o segundo poste, onde apareceu Tó Jó a cabecear para a pequena área, deixando Ema isolado, que falhou o golo.

O Penalva do Castelo tentava reagir, mas não conseguia criar situações que incomodassem a baliza de Dani Carvalho.

Pouco depois, o Paredes voltou a beneficiar de um lance de bola parada. Joel cruzou novamente para o segundo poste, Tó Jó voltou a rececionar sozinho e cruzou em direção à baliza, mas o corte de Rafael Barreiros em cima da linha de golo, revelou-se essencial para evitar o golo. A bola sobrou para fora da área, mas Miguel Pinto rematou para a defesa de Diogo Freire.

Aos 37 minutos, novamente festejos nas bancadas do Estádio do Complexo Municipal de Paredes, Madureira voltou a livrar-se de dois adversários e atirou para o segundo golo do encontro.

O conjunto de Eurico Couto foi assim a vencer por 2 – 0 para o intervalo.

Na segunda parte, os visitantes entraram dispostos a discutir o resultado. E, logo nos primeiros minutos, Russel bateu um livre indireto em que a bola sobrou para Marilson, que sozinho na entrada da área, dominou e rematou colocado, mas a bola passou a rasar o poste da baliza paredense.

A meia hora do fim, os comandados de Filipe Amaral voltaram a assustar, mas o remate de Russel voltou a não sair com a pontaria afinada.

Mas, o Paredes também estava disposto a dilatar a vantagem e Madureira obrigou mesmo Diogo Freire a aplicar-se para defender um grande remate do camisola 14 dos da casa.

Na última jogada do encontro, o Paredes voltou a desperdiçar. Miguel Pinto saiu apressado para o contra-ataque e isolado frente ao guardião visiense tentou o chapéu, que saiu por cima da baliza.

O resultado final fixava-se assim nos 2 – 0, um desfecho que levou a equipa de Eurico Couto ao 4º lugar da tabela classificativa, com 25 pontos. Por outro lado, o Penalva do Castelo manteve os 19 e desceu ao 12º posto do Campeonato de Portugal.

Eurico Couto: “Somos sempre uma equipa difícil de bater”

No final do encontro, Eurico Couto estava visivelmente satisfeito com a prestação da sua equipa: “Foi um jogo difícil, num campo extremamente complicado. Como já disseram vários treinadores, este fim-de-semana é mais uma luta do que um jogo de futebol. Ainda assim, penso que estivemos muitíssimo bem, adaptamo-nos bem às condições e fomos uma excelente equipa em todo o jogo. Podíamos ter alcançado um resultado maior, penso que era merecido, mas vencemos e isso é que é importante.”

O treinador do Paredes admite que as condições do relvado influenciaram a prática desportiva, mas considera: “Nós soubemos adaptar-nos e fomos muito superiores. Criámos inúmeras situações e esta vitória é mais do que merecida.”

Sobre a entrada forte na partida, Eurico Couto analisa: “Essa é uma caraterística nossa. Pedimos aos nossos jogadores para não esquecerem a sua essência e identidade, porque no último jogo penso que a perdemos, mas quando isso não acontece somos sempre uma equipa difícil de bater e, por isso, temos feito este campeonato. A nossa entrada exige uma condição física muito forte e, naturalmente, podemos perder essa capacidade física na segunda parte, contudo, não perdemos organização e acabámos por vencer com facilidade.”

A vitória colocou a equipa de Eurico Couto no 4º lugar da tabela classificativa, mas o técnico mantém-se cauteloso: “Tínhamos noção que esta vitória nos podia colocar lá em cima, junto de grandes equipas, com alguma capacidade para ir ao play-off. No entanto, estamos focados no dia-a-dia, em ser melhores e em pontuar rapidamente, para nos sentirmos ainda mais confortáveis e termos outro tipo de condições para evoluir os nossos jogadores. Posso dizer que contem connosco, porque nós vamos entrar em todos os jogos para vencer.”

Quanto aos objetivos, Eurico Couto assegura: “Nós reformulamos os objetivos todas as semanas, para nós, só assim é que faz sentido. Temos de ir passo a passo para conseguirmos evoluir e para que os nossos jogadores se sintam mais motivados.”

Eurico Couto não perdeu a oportunidade para parabenizar o clube paredense pelo seu 94º aniversário: “Fazer 94 anos é de louvar. Este é o nosso União e ainda bem que ganhamos nesta semana para dar esta alegria aos nossos adeptos. Os meus jogadores também merecem, porque foram eles que voltaram a acordar o União. Hoje temos muitos mais jovens, muito mais massa associativa e muito mais gente a querer saber de Paredes, acho que isso é um prémio para os meus jogadores, que fazem parte da história e vão continuar a fazer. Espero que eles consigam, ao longo de mais alguns anos, escrever outro tipo de capítulos, fazer história e chegarem onde mais ninguém chegou. Espero mesmo que consigam fazer algo diferente.”

Também sobre os adeptos, o treinador do Paredes deixou uma palavra: “Há uma união muito forte entre os adeptos e os jogadores, eles dão tudo dentro de campo e fazem dele uma luta, com as imensas dificuldades que têm e a falta de condições que são de conhecimento público. No entanto, como um jogador nosso disse nas redes sociais: “As condições não interessam, porque quem gosta do União não se preocupa com as condições que ele tem, mas sim com as pessoas que ele envolve e com os princípios e valores que vai transmitindo.”

Filipe Amaral: “Ficou provado que o Penalva tem qualidade”

Do outro lado, Filipe Amaral atentava: “Foi um jogo que teve dois momentos distintos. Nós entrámos mal no jogo, o Paredes acabou por conseguir chegar à vantagem com todo o mérito. Depois o jogo foi controlado e dominado por nós, mas neste campeonato é muito complicado correr atrás do prejuízo.”

O técnico do Penalva do Castelo admitiu as dificuldades na finalização, mas atribuiu “culpas ao relvado” que considerou estar “impraticável” e que “tornou-se extremamente complicado jogar futebol nestas condições, que nos condicionaram bastante”, explicou Filipe Amaral.

O treinador do Penalva do Castelo salientou ainda: “Ficou provado que o Penalva tem qualidade. É uma equipa que não tem os mesmos recursos de outros clubes desta competição, mas conseguimos disputar o jogo, só não conseguimos disputar o resultado.”

Por: Cristina Borges


Ficha de jogo

Local: Estádio Cidade Desportiva de Paredes

Árbitro: Tiago Mendes

Paredes: Dani Carvalho; Tó Jó; Nuno Moreira; Jorginho; Madureira (Sousa, 78’); Ema; Miguel; Ginho; Vítor Hugo (Martins, 76’); Seixas (Amadeu, 65’); Joel

Treinador: Eurico Couto

Penalva do Castelo: Diogo Freire; Tiago Almeida; Hugo Rebelo; Miguel Rodrigues; Luís Pedro (Nélson Cardoso, 75’); Rafael Barreiros; Russel Sandio; Diop (Nuno Rafael, 65’); Rafael Santos (Ricardo Pereira, 75’); Kokora; Marilson

Treinador: Filipe Amaral

Ao intervalo: 2 – 0

Marcadores: Madureira (6’ e 37’)

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