Governo confirma possível saída de 2.500 trabalhadores da CGD

Governo confirma possível saída de 2.500 trabalhadores da CGD

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Comunicado do sindicato do banco público revela que o plano de reestruturação prevê a dispensa de funcionários. No entanto, a nova administração será responsável pela avaliação das necessidades durante os próximos quatro anos.

Não haverá despedimentos, mas a estrutura da Caixa Geral de Depósitos vai perder inevitavelmente um número elevado de funcionários ao longo dos próximos anos. A garantia foi dada pelo Secretário de Estado do Tesouro em resposta às dúvidas colocadas pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), numa reunião realizada no final de junho.

Numa lista com seis questões cruciais para o futuro da Caixa, o STEC tentou perceber mais pormenores sobre o plano de reestruturação e conseguiu obter algumas informações que divulgou esta segunda-feira através de um comunicado no site oficial.

Entre os pontos esclarecidos, salta à vista a quarta resposta: “A redução prevista do número de trabalhadores será da ordem dos 2.500”. O número, avançado por Ricardo Mourinho Félix, confirma os rumores avançados por Marques Mendes há algumas semanas e indicam a intenção de diminuir a estrutura laboral da CGD, ao mesmo tempo que a rede internacional de balcões é reduzida fora dos PALOP.

O STEC assegura, ainda assim, que a avaliação sobre as saídas será “feita pela nova Administração e prevendo-se a sua aplicação a partir de 2017 e ao longo de 3 anos”.

“Foi garantido que não haverá despedimentos e que a redução passaria por reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador.”

Certo é que, para o Executivo liderado por António Costa, a Caixa mantém uma importância vital: “O Governo assume, sem reservas, uma CGD de capital totalmente público, com uma dimensão nunca inferior à atual, em termos de quota de mercado, mas que permita apoiar mais as Empresas, nomeadamente as PME, de uma forma mais próxima, e continuar a ser para a população o fiel depositário das suas poupanças e o seu Banco de referência”.

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