Governo recomenda aos portugueses que evitem zonas de grande concentração em Harare

Governo recomenda aos portugueses que evitem zonas de grande concentração em Harare

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Soldados nas ruas de Harare, Zimbabue.

O Governo português recomendou hoje aos portugueses que vivem em Harare, no Zimbabué, cuidados redobrados nas deslocações para o centro da cidade e que evitem zonas de grande concentração de pessoas, depois da agitação vivida durante a madrugada.

O Governo português recomendou hoje aos portugueses que vivem em Harare, no Zimbabué, cuidados redobrados nas deslocações para o centro da cidade e que evitem zonas de grande concentração de pessoas, depois da agitação vivida durante a madrugada.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Luis Carneiro, disse que as informações que as autoridades portuguesas dispõem indicam que se trata de “acontecimentos circunscritos à dimensão política e aos atores políticos do Zimbabué” e que “não está a alastrar à restante comunidade”.

“No entanto, todos os cuidados devem ser tomados, nomeadamente nas deslocações ao centro da cidade, evitando zonas de grande concentração de pessoas”, afirmou o responsável.

A tensão no Zimbabué começou a aumentar na tarde de terça-feira, depois de vários tanques terem sido vistos em direção a Harare, um dia depois de o chefe das forças armadas do país, o general Constantino Chiwenga, ter condenado a demissão do vice-presidente do país e advertido que seriam tomadas “medidas corretivas” se se mantivesse a purga de veteranos no partido de Mugabe (de 93 anos e no poder desde a independência do Zimbabué, em 1980).

“Estamos em contacto com os serviços consulares, que por sua vez estão em contacto com serviços consulares da União Europeia e a acompanhar o evoluir da situação”, afirmou José Luis Carneiro, que disse que nesta circunscrição residem cerca de 1.000 portugueses.

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