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Petróleo sobe para máximos desde junho de 2015 devido a problema em oleoduto na Escócia

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Petróleo

O barril de petróleo Brent, de referência na Europa, ultrapassou hoje pela primeira vez desde junho de 2015 a barreira dos 65 dólares devido ao encerramento de um importante oleoduto na Escócia, Reino Unido, explicaram especialistas, citados pela Efe.

O barril de petróleo Brent, para entrega em fevereiro de 2018, abriu hoje em alta, a cotar-se a 65,51 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 1,26% do que no encerramento da sessão anterior.

O oleoduto Forties, em Aberdeenshire na Escócia – que foi encerrado depois de se ter descoberto uma greta – é um dos mais importantes do Reino Unido, que transporta petróleo do Mar do Norte para Grangemouth, na Escócia, onde é processado.

Os proprietários do Forties, a empresa Ineos, indicaram que, apesar de uma redução da pressão, a greta aumentou.

Este oleoduto transporta cerca de 40% do petróleo do Mar do Norte, cujo encerramento vai forçar a suspensão em mais de 80 plataformas e já provocou uma subida do preço.

Prevê-se que o oleoduto permaneça fechado cerca de três semanas, muito mais tempo do que o estimado, pelo que a Ineos antecipa um grande impacto para o setor, mas não para os consumidores.

“Na semana passada, durante uma inspeção de rotina, os funcionários da Ineos descobriram uma pequena greta no tubo em Red Moss perto de Netherley. Uma equipa de reparação e de resposta de derrame foi mobilizada na passada quarta-feira”, indicou a Ineos.

Desde que se detetou a greta, sublinha Ineos, a situação é analisada de perto e decidiu-se transferir os residentes da zona para alojamentos temporários como medida de precaução.

A petrolífera britânica BP, que comercializa o petróleo, indicou que a Ineos tem estado em contacto regular com a empresa e que a produção foi temporariamente suspensa.

Um porta-voz do governo britânico sublinhou que continuará em contacto com os operadores do oleoduto para estar a par da reparação para que esta se faça “o mais rapidamente possível”.

Por Lusa

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