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O PSD teve um resultado desastroso nas eleições europeias. Antevendo isso, poucos dias antes Rui Rio aparecia nas entrevistas a referir que, como as últimas eleições europeias haviam estado em coligação com o CDS-PP, iriam manter a votação em torno dos 20%… Ora, em boa verdade, isto mais não foi que antecipar a derrota que se veio a concretizar no dia 26 de maio.
Rui Rio está numa verdadeira encruzilhada política! O partido está dividido e fragmentado ainda no seguimento das eleições internas. A sua postura dura e intransigente alimentou inimizades internas e tem a quase totalidade do grupo parlamentar contra si. No momento das eleições, isso tem um reflexo interno e externo: interno porque uma parte do partido regozija com cada desaire que Rio e a sua equipa acumulam; externo, porque a perda eleitoral do PSD, além de histórica, leva a que a Direita Portuguesa se encontre reduzida e incapaz de ser oposição.
A única forma de Rui Rio se aguentar “à tona” é conseguir uma vitória retumbante nas eleições regionais da Madeira. Ganhar por “poucochinho” pode ser o clique que o Partido precisa para apresentar um novo líder para se assumir como candidato a chefe do Governo. Mas aí, apesar da vontade, o tempo será pouco, com férias pelo meio e com as putativas soluções a não quererem ser olhados como “oportunistas” que fizeram o partido ter mais um desaire.
Quer isto dizer que, Rio vai-se manter e vai ser candidato nas eleições legislativas. E isto, feliz ou infelizmente, significa que o PSD vai continuar a perder espaço na Direita e o seu eleitorado de centro vai fugir para partidos emergentes como o PAN ou o ALIANÇA. A percentagem de 21,9% vai ser, mais ou menos, aquela que o PSD pode esperar em outubro, isto se Rio não voltar a cometer mais erros. As listas que apresentar para a AR o dirão…

João Correia

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