Ambiente e mobilidade dominam discursos da rentrée do PSD Paredes

Ambiente e mobilidade dominam discursos da rentrée do PSD Paredes

“Temos um presidente de Câmara que não tem poder, não se empenha, é um seguidista, faz o que lhe mandam”, Ricardo Sousa

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A rentrée do PSD Paredes, realizada no passado fim de semana, no parque da cidade de Lordelo, contou com a presença do cabeça de lista pelo Porto à Assembleia da República, Hugo carvalho, e de outros candidatos, incluindo o líder da distrital, Alberto Machado.

Ricardo Sousa, presidente da concelhia paredense e também candidato à Assembleia da República, começou por realçar que eleger deputados da região para a Assembleia da República “pode fazer toda a diferença”, na medida em que serão um canal direto de comunicação com os órgãos de decisão.

O candidato paredense não esqueceu os rios Ferreira e Sousa e não poupou o presidente da Câmara, a quem atribuiu responsabilidades: “O presidente da Câmara que esqueça a camaradagem do seu partido e olhe para os interesses dos paredenses”.

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“Não me venham dizer que não há dinheiro”, Ricardo Sousa

Sem sair de Lordelo, o seu discurso focou-se no parque de lazer “fantástico”, mas neste momento esquecido pela autarquia, que alega falta de verba para a sua manutenção: “Um milhão e quatrocentos mil euros para festas, mas não encontraram dinheiro para tratar o parque”, afirmou. E continuou: “Este executivo negou 1 800 euros a um presidente de junta, mas deu diretamente cerca de 20000 euros para um churrasco brasileiro, que nem tradição tem no concelho. Não me venham dizer que não há dinheiro”, lamentou.

Ricardo Sousa salientou ainda uma das medidas “vitais” inscritas no programa do PSD para Paredes: rever as portagens nas SCUT’s na região, “das mais caras do país”. Mas resolver o problema da mobilidade não se fica por aqui:  Ricardo Sousa quer ver concretizados os desígnios do anterior executivo camarário, do PSD, que tinha acordado o fechamento do circuito de transportes públicos, com a passagem por Lordelo, Rebordosa e Gandra. O acordo, assinado em 2016, ficou na gaveta. “Temos um presidente da Câmara sem poder, que não se empenha”, realçou.

A saúde também mereceu reparos por parte do presidente da concelhia, que exigiu o reforço dos meios do centro de saúde à noite e ao fim de semana, visto que o Hospital Padre Amério tem dificuldade em responder às necessidades dos utentes.

Terminou com o tema da justiça e segurança, dizendo que o tribunal de Paredes “não representa a responsabilidade e dimensão do concelho” e que “há ajustes que têm de ser feitos”.

 

“Temos um partido honesto, sem estar vendido a interesses, muitos deles ocultos”, Meireles Brandão, mandatário concelhio

Meireles Brandão, mandatário concelhio do PSD, realçou que independentemente do resultado, o PSD já ganhou: “Temos uma lista de gente honesta, ordeira, competente e a mais descomprometida com os interesses que algum dia se apresentou às eleições legislativas”, garantiu.

O mandatário enalteceu ainda Rui Rio pela “coragem para desinfetar o partido e para pôr estes jovens à frente. “Temos um partido honesto, sem estar vendido a interesses, muitos deles ocultos. Isto já é ganhar”, salientou.

 

“Quem tentou resolver o problema do rio Ferreira foi o povo de Lordelo e a Junta. Se ouvirem o contrário, é mentira.” –  Nuno Serra

O anfitrião, Nuno Serra, presidente da Junta de Lordelo, destacou dois problemas que afetam a sua freguesia e pediu aos deputados que serão eleitos pelo PSD que não se esqueçam de os pôr na agenda política. Trata-se da poluição do rio Ferreira, que o presidente da Junta caracteriza como sendo “um esgoto a céu aberto”, que a ETAR não resolverá na totalidade, pois “vamos ter um rio morto, que terá de ser revitalizado, recuperado, o que levará muito tempo”, realça.

Nuno Serra incluiu ainda no seu discurso o problema da mobilidade, para lembrar que “quem não tem carro está a uma eternidade da cidade do Porto” e que “os transportes públicos no concelho estão ao nível dos países de terceiro mundo”.

“Obrigam-nos a todos a pagar os devaneios de Lisboa” – Hugo Carvalho, cabeça de lista pelo Porto

Hugo Carvalho, cabeça de lista pelo Porto, começou por dizer que se recusa a desistir da luta política, porque, “se desistirmos, estamos a desistir das vezes todas em que fomos governo para salvar o país”.

Lembrou alguns problemas do país e de Paredes, que o PS não conseguiu resolver: escolas por reabilitar, rede de transportes ineficiente, situações de colapso, como o facto de o Infarmed não ter dinheiro para pagar os medicamentos, rios poluídos… Tudo isto, “enquanto nos obrigam a pagar os devaneios de Lisboa”, disse.

Mereceu ainda dura crítica a atuação do Bloco de Esquerda, que “anuncia milhões para nacionalizar a Galp e a contratação de funcionários públicos, para servir uma clientela, porque o dinheiro não é deles”, atacou. “Vale a pena estar ao lado das pessoas e não ao lado da demagogia. A social-democracia é tão fácil como darmos um bocadinho de nós aos outros”, rematou.

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Discriminação positiva para os Paredenses no acesso à A41 e A42

Alberto Machado, líder da Comissão Política Distrital, reiterou os “compromissos do PSD com o concelho”, referindo-se concretamente à redução ou abolição das portagens nas SCUT’s, “uma discriminação positiva” para os paredenses relativamente à utilização da A41 e A42.

Os impostos também integraram o seu discurso, com o candidato a realçar que temos “a mais alta carga fiscal de sempre” e “que precisamos de aliviar a carga fiscal das empresas e das famílias”.

Alberto Machado disse crer ainda que, sendo a economia cíclica, virá um “tempo de vacas magras”, do qual já há indícios. “O PS não fez o que devia ter feito e no tempo das vacas magras lá terá o PSD que solucionar os problemas”, rematou.

PSD Paredes – Comunição

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