Ano histórico para o Juventude Hóquei Clube

Ano histórico para o Juventude Hóquei Clube

Pela primeira vez, os seniores chegaram às duas finais (Campeonato e Taça de Portugal) no hóquei em campo

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Nos dias 1 e 2 de junho, o Juventude disputou a sua primeira final de seniores, perdendo o campeonato para o Casa Pia

Com apenas 15 anos de existência o Juventude Hóquei Clube tem já na sua sala de troféus praticamente todos os títulos nos escalões de formação, quer na vertente de hóquei de sala quer de campo, inclusive a Taça de Portugal de sub-16 (a única equipa com este troféu, pois só se realizou uma vez). Sucesso esse que nunca foi alcançado pelos seniores que o melhor que conseguiram foi um 3.º lugar na variante de sala.
Contudo, 2018/19 está a ser um ano histórico para o clube que conseguiu chegar às duas finais no hóquei em campo. No início do mês perdeu o campeonato para os detentores do título, o Casa Pia, por um duplo 4-1, isto depois de terem afastado nas meias-finais o União de Lamas.
E, é precisamente frente aos “unionistas” que o Juventude vai disputar a sua segunda final da época e do seu historial já no próximo sábado, a partir das 16h30, no Estádio Municipal de Hóquei de Lousada.
O jogo de sábado é para ganhar, mas se tal não vier a acontecer não deixará de ser uma época de excelência para a equipa, como confessou a presidente Elisabete Ribeiro, um dos rostos do clube que preside há cerca de uma década, tendo ao seu lado o marido António Ribeiro, ambos desempenhando também funções de treinador. “Mesmo não ganhando nada, será sempre um ano positivo”, disse a dirigente que tem ainda dois filhos a atuar na equipa.

Aos 21 anos, Vasco Ribeiro dá a tática e quer oferecer um troféu aos pais que têm uma vida dedicada ao clube

E, é sobre o mais velho dos filhos, Vasco Ribeiro, que recai outra das curiosidades desta época de sucesso, pois foi ele que aos 21 anos, de certa forma, assumiu a liderança técnica, depois da saída, em janeiro, do treinador Fernando Ribeiro que orientou a equipa nas últimas temporadas.
“Não era fácil arranjar um treinador tão bom como o anterior, mas nós sabíamos o que tínhamos de fazer. Pela experiência que tenho das seleções, também porque sou treinador dos sub-16. Então assumimos esse risco. Eu treino, há respeito entre todos, não há chatices com ninguém e as coisas tem corrido tão bem que é a primeira vez que estamos nas duas finais, isto sem treinador”, disse o jovem que joga no Juventude desde os seis anos de idade e que conta com o apoio nesta função de José Caramalho, um dos mais experientes do plantel.
O acaso e a necessidade andam de mãos dados pois foi o facto de cumprir dois jogos de castigo, no recomeço da variante de campo, que o levou a dirigir esses dois confrontos a partir do banco e proporcionou esta situação.
Esta equipa é constituída por jovens formadas no clube (de onde se destacam Diogo Ribeiro e Guilherme Caramalho, ambos com 15 anos), mas também por alguns que chegaram do extinto Sport Clube do Porto e Vasco Ribeiro não deixou de salientar o mérito do ex-técnico que, apesar da má prestação na variante de sala, deixou a equipa na liderança do hóquei em campo antes da interrupção de inverno: “Este sucesso é também fruto do trabalho acumulado das últimas quatro épocas do anterior treinador. Os métodos de treino, quer físico quer tático, continuaram mais ou menos iguais”.
O Juventude já ultrapassou o União de Lamas esta temporada em jogo das meias-finais do campeonato. Eliminatória ganha nos shoot-outs, depois de uma derrota em Santa Maria de Lamas (3-1) e uma vitória em casa (2-0). Agora a final da Taça de Portugal é apenas um jogo e Vasco Ribeiro acredita que o factor casa poderá ser determinante: “A jogar em casa, neste piso a que já estamos habituados estou confiante que vamos ganhar, mas teremos de ter muito cuidado porque eles são muito fortes no contra-ataque”.
Recorde-se que o clube foi fundado em 2004 pela vontade de muitos dos atletas que terminaram a carreira na ADL em continuar com a prática da modalidade, que apesar da idade e de serem substituídos pelos mais jovens ainda se sentiam com forças para “dar ao stick”.
Na altura a direção foi assumida por João Pedro Ferro, enquanto que Joaquim Valinhas assumiu a presidência da Mesa da Assembleia.

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