Cais Cultural Caíde de Rei promoveu workshop de Danças Circulares Sagradas

Cais Cultural Caíde de Rei promoveu workshop de Danças Circulares Sagradas

Organização quer expandir atividade e atrair novos participantes.

330
0
COMPARTILHE
Fotografia: Cais Cultural de Caíde de Rei.

O Cais Cultural Albano Moreira da Costa, em Caíde de Rei, promoveu um workshop de danças circulares sagradas ou danças em roda, reabilitando uma tradição antiga que existiu e existe em varias comunidades.

Segundo a organização, as danças circulares sagradas consiste num movimento em roda e coordenado, onde a energia de cada um se expande com o coletivo presente na roda e permite desbloquear energias que na correria do dia-a-dia não deixamos fluir.

“O Cais é um espaço cultural que não se limita à prática de atividades artísticas. Consideramos que Cultura é todo o processo de semear, cuidar e colher. Assim sendo, para além de arte, também semeamos atividades de bem-estar e desenvolvimento pessoal, como já tem vindo a acontecer com as nossas caminhadas mensais (Caisminhadas). Este Workshop de Danças Circulares Sagradas vem aproximar-nos de mais um momento em que nos (re) conectamos com a nossa natureza humana através do movimento em roda e coordenado, onde a energia de cada um se expande com o coletivo presente na roda, e nos faz desbloquear energias que na correria do dia a dia não deixamos fluir como a Natureza, da qual fazemos parte, faz”, disse fonte ligada aos Cais Cultural de Caíde de Rei.

De acordo com a mesma fonte, as Danças Circulares ou Danças em Rodas estão presentes na cultura da maioria dos povos do mundo, sendo vista como um património imaterial.

“Até nós a temos no nosso folclore. Mas ao longo do tempo mantiveram-se como património imaterial mas não como prática de encontro e partilha da vida diária das comunidades. À medida que o homem se civilizou e se individualizou a roda foi-se desfazendo”, expressou, sustentando que o coreógrafo Bernhard Wosien, a dada altura da sua carreira artística, sentiu necessidade de procurar na dança mais do que uma arte de espetáculo, optando por pesquisar a vertente de comunhão entre pessoas e o lado espiritual desses encontros (espiritual, não religioso).

Fotografia: Cais Cultural de Caíde de Rei

“É a partir daí andou pelo mundo a fazer pesquisa e a desenvolver cursos para introduzir novamente as Danças Circulares nas comunidades”, acrescentou, sustentando que a expectativa na adesão a uma atividade desconhecida é sempre baixa, porque as pessoas nem sempre aderem ao desconhecido.

“Mas sentimos que a palavra dança aproxima sempre aqueles que se interessam pelo movimento”, precisou a mesma fonte que sublinhou que esta atividade tem tudo para continuar e expandir-se.

“Quando a experimentamos sentimos que afinal é uma prática que nos é mais familiar do que podíamos imaginar. Basta pensarem numa roda de gente a dançar, que logo temos a sensação de prazer, alegria e bem-estar, ainda por cima é uma energia e vibração tão imediata que é impossível ficar indiferente. Acredito que estas primeiras 13 pessoas que participaram partilharão o prazer que sentiram neste worshop e isso atrairá novos participantes. Mas ainda assim vamos continuar, para já, com a hipótese de um novo encontro pontual e esperar que sejam as pessoas a querer que a atividade se prolongue, quem sabe, numa rotina mensal. Mas para já, vamos apostar em workshops para as pessoas irem conhecendo. Até porque a Anabela Nóbrega (a profissional que orienta a atividade) é de Vila Real e por isso a cada vinda temos de garantir a contribuição para o seu trabalho e despesas de deslocação, logo tem de ter um número de participantes que permita que a atividade se realize de forma sustentável” aludiu a fonte do Cais Cultural de Caíde de Rei com quem falamos que convidou as pessoas, de qualquer idade, que queiram experimentar para estarem atentos à página de Facebook Cais Cultural de Caíde de Rei e para repetição das Danças Circulares Sagradas mas, desta vez, ao ar livre.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA