Câmara de Lousada aprova prestação de contas de 2018 com abstenção do...

Câmara de Lousada aprova prestação de contas de 2018 com abstenção do PSD

Presidente da autarquia assume que Lousada continua a ser uma autarquia de boas contas, tem sido capaz de maximizar os seus recursos, amortizar a dívida e aproveitar os fundos comunitários.. Oposição considera que tem havido um aumento de tempo de pagamento a fornecedores e acusa executivo municipal de não conseguir captar investimento e criar emprego.

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A Câmara de Lousada aprovou, esta quinta-feira, em reunião do executivo, a prestação de contas referente ao ano de 2018  com a abstenção do PSD.

Para o presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, o documento  que foi  aprovado pelos vereadores do PS, é corolário de uma gestão rigorosa e criteriosa que tem sido levada a cabo pelo atual município.

“Continuamos  a ser uma autarquia de boas contas. Naturalmente que não podemos trabalhar só para as boas contas porque senão não era preciso haver eleições, bastava vir para aqui um economista qualquer e trabalhava só para as contas. Para que as coisas sejam equilibradas devemos manter esta matriz de responsabilidade ao nível das contas, mas, também, aproveitar todas as oportunidades para resolver os problemas das pessoas, fazer investimentos e dar os apoios necessários para que de facto se melhore  as condições de vida das pessoas e é isso que temos vindo a fazer ao longo de décadas”, disse, afirmando que o seu executivo tem aproveitado tudo o que são os recursos próprios do  município, aproveitando os fundos comunitários para alocar verbas para concretizar um conjunto significativo de investimentos imprescindíveis para aumentar a qualidade de vida dos munícipes e a capacidade de endividamento do município.

“À medida que temos pago empréstimos, vamos amortizando empréstimos do passado, vamos contraindo outros na mesma medida, fazendo uma gestão da dívida equilibrada e responsável que permita à autarquia responder aos anseios da comunidade”, confessou.

 

Falando dos resultados globais, o chefe do executivo destacou que estes são muito semelhantes aos que foram obtidos nos anos anteriores.

“Registo com agrado o facto de termos conseguido vir a manter esta matriz de responsabilidade na gestão. Orgulho-me de continuar a ter uma câmara de boas contas”, acrescentou.

Pelo PSD, o vereador e presidente da Comissão Política Concelhia, Simão Ribeiro, fez uma declaração de voto em que recordou que a prestação de contas 2018, reflete a maior ou menor percentagem de execução do Plano e Orçamento aprovado apenas pelo Partido Socialista.

“Estas são as contas relativas àquilo que sozinhos definiram e aprovaram no Plano e Orçamento para 2018 e neste contexto, cabe-nos a nós vereadores eleitos pela Coligação Lousada Viva, apenas fazer uma análise cuidada e atenta das mesmas, e declarar a abstenção como nosso sentido de voto pelos fatos já atrás referenciados” referiu, salientando  que no que toca à demonstração de resultados, o resultado liquido de 2018 comparado com 2017 diminui para o valor de 1.178.501.68 euros implicando uma diminuição dos rácios de rendibilidade.

Sobre o relatório de gestão, Simão Ribeiro realçou que  os rácios de rendibilidade diminuíram pelo fato de ter diminuído o resultado líquido do município, passando de 1.54% para 1.33%

“Os Rácios de liquidez e Solvabilidade apresentam-se idênticos a 2017, apesar de o rácio de liquidez imediata diminuir de 0.89% em 2017 para 0.84% em 2018 apesar de se verificar um pequeno aumento de autonomia financeira”, avançou, acusando o executivo municipal de  “falta de capacidade em implementar um sistema de contabilidade de custos”.

Segundo o vereador social-democrata, o grau de execução orçamental de despesas foi de 84,25%, das quais 90,53% é com despesas correntes e 70,16% com despesas de capital, passando-se o mesmo com o grau de execução de receitas, isto é, “83,20% de execução sendo que 98,90% receitas correntes e apenas 50,10% receitas de capital”.

Quanto à evolução de endividamento, Simão Ribeiro concluiu existir um valor crescente de dívidas de terceiros.

“Dado que demonstra bem a incapacidade do município de cobrar dívidas. Não deixa de ser importante referir que o Sr. Presidente quando apresenta a dívida do município em divida liquida está claramente a suavizar a divida do município, uma vez que, o que, o município deve tem mesmo que pagar e o que devem ao município, tem-se provado a grande dificuldade de cobrar com um aumento significativo Ano após Ano”, atalhou, confirmando existir um aumento de tempo de pagamento a fornecedores e declarando que o passivo é superior a 11 milhões.

“Em boa verdade o valor amortizado de empréstimos bancários em 2018 será já restituído em 2019 com a proposta de contração de Empréstimo de 770.000.00 euros”, defendeu, apontando, também, como negativo a taxa de execução de receita com venda de terrenos em relação ao valor previsto.

“Significa que este município continua a não conseguir captar investimento e assim  criar emprego”, afiançou.

 

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