Câmara de Paredes vai fazer obras no Polidesportivo de Astromil e requalificar...

Câmara de Paredes vai fazer obras no Polidesportivo de Astromil e requalificar Parque do Passal

Anúncio foi feito pelo chefe do executivo no decorrer das presidências participativas. Rede de saneamento e ligação à rede de água foram temas que estiveram em cima da mesa e motivaram perguntas por parte dos muitos cidadãos que participaram na iniciativa.

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O presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, avançou, esta quinta-feira, no âmbito das presidências participativas, uma iniciativa da Câmara de Paredes, que decorreu em Astromil, que vai fazer obras no polidesportivo e requalificar o Parque do Passal.

“Astromil é uma das freguesias que vai ser contemplada com grandes obras.  É nossa intenção requalificar o parque de merendas do Passal. É um equipamento que é da paróquia, mas esta deixa que se requalifique. Estamos a elaborar um projeto para requalificar este espaço, tornando-o mais agradável, com outro tipo de equipamentos. No polidesportivo vamos ficar com um espaço multiúsos que além da prática desportiva vai poder acolhe outras atividades e eventos culturais. Apresentamos uma candidatura ao IPDJ deram-nos o apoio em cerca de 40 mil euros, de qualquer forma isto é uma obra que vai custar entre 200 a 50 mil euros. Pretendemos cobrir o pavilhão todo, fazer obras nos balneários, colocar um piso diferente.”, disse, sustentando que é intenção do executivo municipal proceder, também, à delegação de competências nas freguesias, transferir uma verba para as juntas de freguesia para que sejam estas a assumir a limpeza das ruas e possam realizar algumas obras de proximidade.

Outro dos temas que dominou esta presidência participativa em Astromil foi a questão da ligação à rede de saneamento e de água. Nesta questão, vários habitantes da freguesia aproveitaram a oportunidade para inquirir o executivo da câmara sobre a falta de saneamento em grande parte da freguesia.

Sobre esta questão, o chefe do executivo municipal reconheceu que este é efetivamente um problema grave que urge resolver que afeta não apenas Astromil, mas o sul do concelho e algumas freguesias situadas a norte do município.

“Quanto ao saneamento, Paredes é dos concelhos que pior está a nível nacional. Temos freguesias sem qualquer saneamento. Na parte sul do concelho não existe saneamento em lado nenhum, Sobreira, Recarei não têm saneamento, Cete tem falta de saneamento, toda a parte de Parada de Todeia. Na parte norte temos freguesias como Beire que não têm saneamento, Astromil tem saneamento numa parte e noutra não, Gandra não tem saneamento em quase parte nenhuma. Por que é que o saneamento está como está? Porque a câmara municipal entregou em 2002 o saneamento a uma empresa que à data se chamava Veolia e depois passou a chamar-se Be Water. O que é certo é que esta empresa começou a fazer alguns investimentos na parte norte do concelho, Lordelo, Rebordosa, Paredes, e na parte sul do concelho não iam para lá porque quem fornecia a água eram cooperativas, eram as juntas de freguesia que nunca entregaram a exploração da água à Be Water. Por não entregaram e água, a empresa também não fez o saneamento.

Nas freguesias do Norte do concelho a questão não evoluiu porque é diferente, prende-se para onde o saneamento vai. Em Astromil e Gandra só daqui a dois anos o saneamento está em condições de aumentar porque o saneamento aqui vai para a Etar de Campo que já não tem mais capacidade para receber mais saneamento. Foram adjudicadas obras há cerca de três meses, num investimento de quase seis milhões de euros, que prevê o alargamento da Etar de Campo e nessa altura terá condições de receber mais emissários de Astromil e Gandra para tratar do saneamento. Estou convicto de que nessa altura podemos exigir da Be Water que avance o saneamento. Na parte sul do concelho, a câmara já negociou com a Be Water para entregar a concessão que a empresa tem à câmara e aí será a autarquia e as freguesias com acesso a fundos comunitários a avançar com o saneamento”, frisou.

O presidente da Câmara de Paredes  na sai intervenção, elencou, também, o esforço financeiro que a autarquia teve de realizar assim que assumiu funções.

“Somos um concelho com muitas potencialidades, mas que tem grandes problemas, desde logo, o abastecimento de água e saneamento, ruas em muito mau estado e grandes constrangimentos financeiros. A primeira coisa que fizemos quando chegamos à câmara municipal foi tentar sanear financeiramente o município, passar muitas das dívidas de curto  para médio e longo prazo para não ficarmos manietados e conseguirmos fazer algumas obras. O passivo da autarquia foi sempre aumentando até que em 2017 chegou a ser de 103 milhões de euros e em 2018 baixou para 96 milhões de euros, cerca de sete milhões de euros. Em 2018 optamos por travar qualquer tipo de investimento, só fizemos aquilo que era fundamental e pagamos muitas das obras que tinham sido assumidas pelo anterior executivo”, confirmou, afirmando que quando chegou à câmara se deparou com o problema da autarquia estar sem poder aceder a fundos comunitários.

“Através de uma ação judicial conseguimos, para já, para já, e neste momento já estamos a aceder a fundos comunitários. Nos empréstimos esticamos o prazo e este ano ainda vamos pagar menos juros”, garantiu.

Já o presidente da Junta de Freguesia de Astromil, José Moreira, realçou a necessidade da Câmara de Paredes intervir no parque de merendas e nos parques de diversão das crianças, cujos equipamentos estão obsoletos, solicitou a contratação de um funcionário para manter as ruas limpas, a necessidade de alcatroar algumas das ruas da freguesia, tendo-se referido ao saneamento como uma questão fundamental que necessita de ser solucionada.

 

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