CDS Paredes quer proteção para os animais abandonados. PS Paredes vota contra.

CDS Paredes quer proteção para os animais abandonados. PS Paredes vota contra.

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Numa sociedade democrática como aquela em que acredito que vivemos, o debate de ideias constitui um factor decisivo para a evolução social, e mesmo quando as opiniões são divergentes e se tiverem por fim último o desenvolvimento dos povos e das suas terras, não constituem travão a essa finalidade. Pelo contrário, configuram um modelo de sociedade mais democrática e que enriquece o interesse geral.
Foi com este espírito que o CDS apresentou na assembleia municipal de 28 de Junho, uma proposta de recomendação, tendo em vista uma nova estratégia para uma Política de Proteção dos Animais no concelho de Paredes.
O CDS, mais uma vez, e como representante dos cidadãos, apresentou uma proposta/recomendação para melhorar as condições existentes no canil municipal e a forma como os animais são tratados pela autarquia que, muitas vezes, desrespeita a lei e ofende os direitos dos animais e das pessoas.
É um assunto de interesse nacional que, em Paredes, se comparado com municípios vizinhos, deve merecer maior atenção dos dirigentes políticos locais, tal é o estado de degradação e desumanidade com que o município trata os animais abandonados.
O CDS tem a obrigação e o dever de, nos órgãos próprios, propor as medidas que considere necessárias para o desenvolvimento do concelho.
Infelizmente, os deputados municipais do Partido Socialista, numa atitude de subserviência partidária e bajulação do presidente da câmara, recusaram-se a discutir as propostas do CDS. Infelizmente, para os paredenses, o poder político instalado pelo PS, evidenciando tiques de autoritarismo antidemocrático decidiu rejeitar todas as propostas que o CDS apresenta. Se, no mínimo, o PS apresentasse soluções alternativas ainda se podia tolerar este comportamento. Mas, não. O presidente da câmara, através dos seus representantes na assembleia municipal, quer limitar o exercício do direito de opinião e de oposição dos eleitos do CDS. Assim, Alexandre Almeida e o PS/Paredes assumem uma surdez política que os atinge, não maltrata os animais, no entanto prejudica todos os que se preocupam com o bem-estar coletivo e lutam por uma sociedade mais justa e desenvolvida onde se respeitam os direitos democráticos de todos.
Recusando-se a discutir a proposta do CDS, os “socialistas” votaram contra as obras necessárias, no Canil Municipal, para acomodar um número maior de animais abandonados, respondendo às necessidades de construção e modernização dessas estruturas, com vista à sua melhoria global, sem que haja sobrelotação de animais por box.
O PS Paredes votou contra a promoção de campanhas de esterilização e captura dos animais errantes, votaram contra os cuidados básicos de saúde dos animais no Canil Municipal, através de programas de vacinação desparasitação e tratamentos de animais feridos.
O PS Paredes votou contra a cedência dos animais, já devidamente tratados, às pessoas individuais ou associações zoófilas deste âmbito devidamente legalizadas, para adoção.
O PS Paredes votou contra a elaboração um Regulamento que contemple e assegure estas medidas.
O PS Paredes votou, enfim, contra os animais, contra as pessoas e até contra a lei.
Os “socialistas” de Paredes são, pode assim presumir-se, a favor de que os animais errantes, em especial os cães e gatos, que se encontram abandonados por todo o Concelho, assim continuem, até porque a proliferação gerada pelo descontrolo da natalidade desses animais, torna cada vez mais difícil o seu alojamento. Defender estes animais é também um caso sério de saúde pública cujas consequências só poderão responsabilizar os socialistas.
O CDS Paredes reafirma que nunca se calará mediante estas atitudes reveladoras de autoritarismos gratuitos e desprezíveis com esta que os “socialistas” agora evidenciaram.
O CDS Paredes avisa ainda que denunciará sempre os abusos antidemocráticos, como estes, que o PS Paredes agora assumiu.

Lúcia Bessa
membro da Comissão
Política do CDS Paredes

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