CDS-PP Paredes faz balanço aos dois anos de gestão socialista

CDS-PP Paredes faz balanço aos dois anos de gestão socialista

Partido atribui nota negativa ao executivo socialista, levantando algumas questões sobre temas analisados

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No passado dia 30 de outubro, o CDS-PP Paredes realizou uma conferência de imprensa para análise dos dois anos de gestão socialista na Câmara Municipal de Paredes.

O presidente da Comissão Política do CDS Paredes, José Miguel Garcez, criticou a postura deste executivo, sublinhando que ao longo destes dois anos o Presidente da Câmara ainda não determinou qual o rumo para o concelho de Paredes, continuando a fazer novas promessas para que os paredenses se esqueçam das que foram prometidas há dois anos, mas continuam por cumprir.

Relativamente à divida, o CDS-PP, apesar de reconhecer fundamento nas críticas do PS Paredes ao anterior executivo, verifica que nestes dois anos de gestão socialista não só aumentaram os pagamentos em atraso, como o prazo médio de pagamento também aumentou, levando a um estrangulamento da economia local, com maiores consequências para os fornecedores da autarquia.

No que diz respeito ao IMI, os centristas acusam Alexandre Almeida de mentir, pela não redução desta taxa para o valor mínimo, tal como havia prometido.
Lamentaram ainda que também o preço da água não tenha sido reduzido (prevendo-se, ainda, um agravamento do mesmo) e nestes dois anos não tenha sido alargada a rede de saneamento, tal como constava nas medidas prioritárias da campanha socialista para as Autárquicas 2017.

Ainda sobre o saneamento, José Miguel Garcez critica a promessa feita pelo Presidente da Câmara em declarações recentes, onde afirma o alargamento da rede de saneamento na zona sul do concelho.
Para o líder centrista, esta é mais uma promessa populista, acrescentando: “Ao prometer fazer o saneamento, está a fazer-se substituir à BeWater, a responsável legal por estas obras, conforme contrato de concessão”.
José Miguel Garcez questiona, ainda, sobre o que acontecerá às cooperativas e juntas de freguesia que atualmente fazem a distribuição de água, e quais as consequências para os beneficiários destas.

Numa nota sobre a administração e opções políticas deste executivo, os centristas fazem duras críticas ao desfavorecimento das freguesias cujo executivo não é PS, referindo, ainda, que apesar do PS ter criticado o “clientelismo” do PSD, o atual executivo tem estado a “encher a autarquia de militantes e simpatizantes do seu partido”

O CDS criticou, também, o facto de, na assembleia municipal de junho, o PS ter votado contra uma proposta do CDS que contemplava a criação de uma política animal para o concelho, bem como o alargamento do canil municipal, tendo recentemente anunciado a construção de um novo canil na freguesia de Cristelo.
Apesar de louvarem a iniciativa, lamentam que este executivo faça “sua bandeira uma proposta anteriormente apresentada pelo CDS-PP, curiosamente reprovada pelo PS”.

Para além dos temas referidos, foi ainda exposta a questão das obras no Complexo das Laranjeiras, onde no projeto apresentado se encontra omisso o destino da área do campo de treinos, e a transformação da Adega Cooperativa em auditório, quando previamente fora prometido à CESPU a construção de um auditório na instalação do novo polo universitário na sede de concelho.

O CDS-PP Paredes lamentou que a mudança prometida não tenha, afinal, acontecido e que as poucas alterações que houveram, não se traduzam em estratégias e medidas com real efeito positivo para os habitantes e empresas do concelho de Paredes

A Comissão Política do CDS Paredes

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